A Stroke of Midnight 
Laurell k.hamilt 
CRÉDITOS:
 
[http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=25399156]TRADUÇÃO:
 
Ania, Caro, Garfield, Luzia, Marga, Marjorie, Rowan e Sahar.REVISADO: Pris coutinho
 
 
CAPÍTULO 1
 
EU ODEIO AS COLETIVAS DE IMPRENSA. MAS EU ODEIOespecialmente quando me mandam esconder uma grande parte daverdade. A ordem provinha da Rainha do Ar e da Escuridão,governante da Corte Escura das fadas. A Corte do Ar e da Escuridãonão era um poder que pudesse ser passado por cima, mesmo quecomo eu, seja a própria princesa das fadas. Eu era a sobrinha daRainha Andais, mas a conexão familiar nunca tinha me servido denada. Sorri para a próxima e sólida parede de repórteres, lutandopara que meus pensamentos não se refletissem em minha cara.A rainha nunca tinha permitido tantos meios de comunicaçãohumanos dentro das colinas da Corte do Ar e da Escuridão, nossosithen. Era nosso refúgio, e ninguém permite que a imprensa entreem seu refúgio. Mas a tentativa de assassinato de ontem tinha feitoque permitir a entrada dos meios de comunicação em nossa casafosse um mal menor. A teoria era que, dentro do sithen, nossa magiame protegeria melhor do que tinha feito no aeroporto no dia anterior,quando quase tinham me acertado com um tiro.A relações públicas de nossa corte, Madeline Phelps, apontou oprimeiro repórter, e as perguntas começaram.
Princesa Meredith, você tinha sangue em seu rosto ontem, mashoje o único rastro de ferida é seu braço em um tipóia. Quais eramsuas feridas ontem?Meu braço estava preso em um tipóia de pano verde, que combinavaperfeitamente com minha jaqueta. Estava vestida para o Natal, devermelho e verde. Alegre, como devia ser nesta época do ano. Meucabelo era de um vermelho ainda mais profundo que minha blusa.Meu cabelo é meu traço mais característico pertencente a Corte do Are da Escuridão, cabelo escarlate sidhe, para alguém que fica bemvestido de negro.
 
 
Não era o dourado ou o vermelho alaranjado do cabelo humano. A jaqueta destacava o verde de dois dos três círculos de minha íris. Ocírculo dourado cintilaria para a luz da câmara como se realmentefosse de metal. Os olhos eram próprios da Corte da Luz, a única partede mim que demonstrava que minha mãe tinha pertencido a corteluminosa. Enfim, ao menos a metade de sua herança.Não reconheci o repórter que tinha feito a pergunta. Era uma caranova para mim, talvez nova desde ontem. Dado que a tentativa deassassinato tinha ocorrido diante dos meios de comunicação, emfrente às câmaras, bem, tínhamos tido que dispensar alguns dosrepórteres, já que a enorme sala não podia conter a nenhum mais.Enfrentava as coletivas de imprensa desde que era uma menina. Estaera a maior que tinha tido que encarar, incluindo a que tive que dardepois do assassinato de meu pai. Tinham me ensinado a usar osnomes dos repórteres quando sabia, mas para este só pude lhe sorrir
e lhe dizer…
Meu braço só está deslocado. Tive muita sorte ontem.Na realidade, meu braço não resultou ferido na tentativa deassassinato que tinha sido filmada. Não, meu braço tinha sido feridono segundo, talvez no terceiro atentado contra minha vida dosocorridos ontem. Mas esses atentados tinham ocorrido dentro dosithen, onde supostamente eu tinha que estar a salvo. A única razãode que a rainha e meus guardas-costas pensassem que eu estavamais segura aqui que fora, no mundo humano, era que tínhamosdetido ou matado aos traidores por trás dos atentados contra mim, edepois do atentado contra a rainha. Tínhamos estado malditamenteperto de ter um golpe de estado, ou de palácio se quiser, no diaanterior, e os meios de comunicação não tinham tido a menor ideia
disso. Um dos antigos nomes das fadas era ―aqueles que seescondem‖. Nós merecíamos esse nome.
 
Princesa Meredith, era seu sangue que corria sobre sua caraontem?
Uma mulher desta vez, e não sabia seu nome.
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