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OBSERVAÇÃO DO COMPORTAMENTO DE ALUNOS DA 1ª SÉRIE DO ENSINO MÉDIO NAS AULAS DE QUÍMICA EM TRÊS ESCOLAS DISTINTAS

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OBSERVAÇÃO DO COMPORTAMENTO DE ALUNOS DA 1ª SÉRIE DO ENSINO MÉDIO NAS AULAS DE QUÍMICA EM TRÊS ESCOLAS DISTINTAS *Gladston do Santos (Mestrando do NPGECIMA/UFS) Fernanda Santos
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OBSERVAÇÃO DO COMPORTAMENTO DE ALUNOS DA 1ª SÉRIE DO ENSINO MÉDIO NAS AULAS DE QUÍMICA EM TRÊS ESCOLAS DISTINTAS *Gladston do Santos (Mestrando do NPGECIMA/UFS) Fernanda Santos Lima (Graduada em Química /UFS) Eixo Temático: 6 - Educação e Ensino de Ciências Exatas e Biológica. Resumo Através das dificuldades que são enfrentadas nas aulas de química, buscamos através deste trabalho, identificar alguns pontos sobre como vem sendo as metodologias usadas nas aulas em três diferentes Colégios e o perfil destes alunos para podermos entender o comportamento dos mesmos nas aulas de química, as observações se deu num período de dois meses. Ao final das observações foi aplicado um questionário aos alunos com o objetivo de observar o comportamento dos alunos e a metodologia usada pelos professores destes Colégios. Ao término pode ser observado que uma das causas provável do não entendimento da disciplina possa ser o fato da relação professor aluno e a forma como é abordado os conteúdos. Palavras Chaves: Observação, aulas de química, ensino-aprendizagem Abstract Through the difficulties that are faced in chemical classes, seek through this work, identify some points on how the methodologies are being used in classes at three different school and profile of these students for understanding the behavior of these classes of chemicals, the observations occurred over a period of two months. At the end of the experiment q questionnaire was administered to students is order to observe student behavior and the methodology used by teachers of these school. At the end can be observed that one of the probable 1 causes of non-understanding of the discipline may be the fact that the teacher students and how is discussed content. Keywords: Observation, chemical classes, teaching-learning 1- INTRODUÇÃO A dificuldade dos alunos em aprender Química vem sendo um dos temas que mais tem sido foco de estudos nos últimos anos, principalmente, pela insatisfação dos professores em não se sentirem compreendidos pelos alunos ou mesmo motivados em suas aulas. É um estudo bastante abrangente e de muitas opiniões e controvérsias, pois o aprendizado em Química deve-se a aspectos econômicos e sociais juntamente com uma defasagem de conteúdos básicos afins. Nas aulas de Química é fundamental que o aluno conheça princípios matemáticos e das ciências naturais possibilitando que o professor de Química faça apenas pequenas revisões nas aulas de conteúdos passados. É inviável o professor ensinar Matemática nas aulas de Química, pois o tempo é bastante curto e os conteúdos programáticos são extensos por demais. Melhorar o ensino de Química significa elevar o rendimento escolar dos alunos, devolvendo o lado interpessoal entre eles frente ao êxito e qualificação escolar. (COSTA, 2009). Em hipótese alguma o aluno pode ser culpado por não conseguir aprender Química nem o professor por não conseguir ensinar. A culpa se vede ao sistema de ensino e a realidade social e econômica dos alunos. Não existe nada fácil nem nada difícil, tudo depende do esforço de cada um que consiste justamente em romper barreiras com os recursos intelectuais. Os recursos intelectuais existem, mas a barreiras são muitas e na maioria dos casos intransponíveis. Cabe a todos tentarem amenizar estes esforços. Hoje, enfrenta-se uma revolução em termos de ensino/aprendizagem em química, alguns querendo mudar, outros tentando acompanhar, e outros ainda não querem sair do lugar, desta forma a capacidade dos alunos está nas mãos dos professores. 2 A elaboração de uma estrutura de conhecimentos em Química ou em qualquer outra disciplina parte da formação ou aquisição dos conceitos. A representação dos conceitos ou ideias constitui uma abstração do objeto correspondente. O ensino da química em particular vem sofrendo várias críticas quanto ao caráter irreflexivo e abstrato que esta ciência é abordada. A ausência de situações reais e o estudo de fenômenos que possam ser visualizados pelos alunos contribuem e muito para a falta de interesse dos discentes por esta disciplina. Pois, muitos conteúdos químicos exigem níveis de abstração altos, sendo esta uma grande dificuldade no processo de ensino aprendizagem. A apresentação ou comunicação dos conceitos se faz mediante sua expressão verbal, que é termo ou palavra. Esta exige que conceitos sejam adequados, claros e distintos. Um conceito distinto é aquele que discrimina bem os atributos que o caracterizam isto exige uma analise mental do conceito, sendo distinto será exposto de forma clara. Por exemplo, o conceito de ácido é muito importante para o ensino de Química, portanto é necessário que seja distinto para que o aluno possa discriminar entre ácido de arrehenius, ácido oxidante, ácido carboxílico entre outros. A comparação entre os diversos tipos de ácidos acima indicados leva a estabelecer, mentalmente, analogias e diferenças entre eles que facilitam a fixação e a futura operacionalização dos conceitos adquiridos, sejam no trabalho em classe, experimental ou de pesquisa. Sendo assim, este trabalho tem como finalidade apresentar algumas dificuldades que os alunos enfrentam nas aulas de Ciências/Química no ensino e médio. No entanto o objetivo geral é observar o comportamento dos alunos nestas aulas, especificando o comportamento em diferentes escolas e as metodologias que são usadas pelos professores nestas aulas em diferentes unidades de ensino 2- METODOLOGIA Os sujeitos investigados foram alunos do 1º anos do ensino médio de três escolas diferentes com professores diferentes, os campos de pesquisas 3 formam os Colégios: Colégio Murilo Braga, Colégio Nestor Carvalho Lima e Colégio João Alves Filho, ambos da rede estadual de Sergipe. Num período de 2 meses, uma vez por semana o observador se dirigia ao estabelecimento escolar, em turmas de 1º anos com faixa etária de 14 a 18 anos, cada sala continha aproximadamente 40 alunos, as observações eram feitas no turno matutino em todas as aulas de química dentre o período. No fim dos dois meses foi aplicado um questionário aos alunos sócio identificativo aos alunos sobre química, eram cinco questões sendo todas objetivas. 3- RESULTADOS E DISCUSSÕES De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) 9,394/96, no seu Art. 12 afirma que todo o estabelecimento de ensino, respeitando as normas comuns e as de seus sistemas de ensino, terá a incumbência de elaborar e executar o Projeto Político Pedagógico, este projeto devera garantir aos alunos o acesso e a permanência na escola provendo-lhes uma sólida formação cultural e cientifica. Portanto tal projeto se justifica na medida em que segundo VEIGA, tem a ver com a organização do trabalho pedagógico em dois níveis: a organização da escola como um todo e a organização da sala de aula, incluindo sua relação com o contexto social imediato, logo, busca a organização do trabalho pedagógico em sua globalidade. O Projeto Político Pedagógico dos referidos colégios, se manifesta dizendo que é um guia que indica o rumo e direção que devemos tomar no cumprimento quanto as nossas propostas educativas, uma vez que a sociedade determina quis cidadãos devemos formar considerando-se que a escola, enquanto agencia formadora de opiniões, têm seu papel a cumprir para corresponder às expectativas, anseios da classe majoritária da sociedade. Portanto devemos estar sempre revendo, refletindo, objetivando e melhorando a qualidade de ensino nestas unidades de ensino. Pretende-se com esse projeto levar a comunidade escolar a mudanças significativas na organização do trabalho em busca da qualidade do processo ensino aprendizagem na autonomia da escola, procurando sempre compreender as diversidades existentes na referida escola. 4 As observações no Colégio Estadual Murilo Braga se deram em turmas de 1º ano onde o professor era o mesmo em todas as turmas e suas metodologias e atitudes geralmente era adotada para todas as turmas que o mesmo lecionava. O professou prepara um resumo do assunto em questão e dita para os alunos e a cada parágrafo ele dava uma explicação, no momento destas explicações poucos alunos mostravam interesse já que eles alegavam se uma aula chata. Em conversa que tive com o professor ele alegava da grade falta de interesse dos alunos em suas aulas e não sabia o porquê daquilo tudo, talvez fosse pelo fato de ser a disciplina Química, a qual considerada ruim por boa parte dos alunos da unidade. Em momento nenhum o professor se achou culpado da falta de interesse dos alunos, talvez por suas metodologias ou relação com as classes torna-se uma aula não estimulante, principalmente para a faixa etária de idade dos alunos. Sabe-se que é de suma importância o processo de interação do professor com seus alunos, no entanto na aula de química deste colégio não percebe esta interação. Segundo STUBBS (1983), o dialogo professor/aluno constitui o avanço do processo educacional. No Colégio Estadual Nestor Carvalho Lima a realidade não foi muito diferente do Colégio anterior, neste colégio presencia-se um alto número de evasões, causa esta provocada pelo trabalho, onde os alunos necessitam trabalhar para ajuda na renda familiar sendo necessário o abandono do Colégio, alega a direção. Segundo VASCONCELLOS (1997) A falta de entesasse esta muito grande. Os alunos estão muitos dispersos não respeitam mais os professores, parecem que estão vivendo em outro mundo. A metodologia usada pelo professor desta unidade seguia o livro didático, ou seja, ela explicava tudo que continha no livro e os alunos acompanhavam, não muito entusiasmados, expressão vista em casa fisionomia. O terceiro colégio, por se situar na capital sergipana possui um perfil de alunos um pouco diferente, no Colégio Estadual João Alves Filho os alunos são mais interessados e motivados a estudar até mesmo pela equipe diretiva. As aulas mantêm-se em silêncio enquanto o professor explica, o numero de evasões é considerado pouco ou quase nenhum comparado aos outros dois Colégios, a metodologia utilizada pelo professor de Química se deferência, pois 5 nesta unidade o professor trabalha com textos num contexto Químico, algumas atividades experimentais expositivas, uso da lousa e discussões com os alunos a respeito do assunto exposto. Após a observação num período de dois meses foi aplicado um questionários aos alunos desses Colégios e foram obtidos dados que pudemos observar algumas diferenças entre os três estabelecimentos escolares analisados. Para o Colégio Estadual Murilo Braga foi aplicado o questionário a 97 alunos de três turmas de 1ª ano do turno matutino. O gráfico 01 mostra as opiniões dos alunos quando interrogados a respeito do que eles acham das aulas de química, sendo que a maioria gosta das aulas de química e os mesmo também têm uma boa interpelação com o professor, ao mesmo tempo eles foram interrogados, uma opção de curso quando fossem prestar vestibular, dos que tem afinidade com química desejam fazer cursos afins de química, como química industrial e química bacharel. consideram ruim 21% 33% 6% 40% acham a disciplina interessante acham a disciplina importante para a formação cidadã gostam da disciplina Gráfico 01: O que você acha da disciplina química? Os alunos deste colégio acham de suma importância haver mudanças nas aulas de química, para os alunos é necessário que haja mais aulas experimentais, já que a unidade de ensino possui um laboratório e poucas são as aulas experimentais. O Colégio Estadual Murilo Braga possui uma estrutura física de laboratório com capacidade aproximada para 50 anos, no entanto o espaço é fechado, quando algum professor se interessa de realizar atividades experimentais no laboratório é necessário ele primeiramente dar uma limpada 6 no espaço, pois não possui uma pessoa, tipo um servente, destina para o zelo do espaço, nem também a escola conta com técnico de laboratório. As aulas monótonas podem fazer com que aumente o desestímulo dos alunos nas aulas levando-os a gazearem, o gráfico 02 mostra possível evidencia que levam os alunos destas turmas gazearem as aulas de química. não gazeiam; 73% 27% 34% 23% gazeiam por não gostar da disciplina Gráfico 02: Você gazeia a aula de Química. Caso sim justifique. Através do gráfico 03 observamos a pouca realização de atividades experimentais no laboratório, este caso poderia ser diferente, pois a unidade de ensino possui espaço o qual não é tão aproveitado pelos professores. O número de alunos que nunca tiveram uma aula experimental também é assustador, as aulas que são ministradas para esses alunos se prendem apenas a memorização e dedução de formulas não tendo muita relação com a vida do aluno. 21% na sala 50% no laboratório 29% nunca tiveram aulas experimentais 7 Gráfico 03: Você já teve alguma aula experimental. Na sala, No laboratório ou nunca tiveram? Observamos agora os resultados dos alunos do Colégio Estadual Dr. Augusto Cesar Leite situado na cidade de Itabaiana agreste sergipano. Neste Colégio foram 75 alunos entrevistados em duas turmas de 1º ano do ensino médio. No gráfico 04 apresenta os dados para os alunos do Colégio Nestor Carvalho Lima, onde os alunos também são indagados sobre o que eles acham das aulas de química, os resultados podem ser observados através do gráfico. 20% não gostam do professor 12% 28% 40% não entendem a explicação da disciplina acham a disciplina importante para a formação cidadã curtem a disciplina Gráfico 04: O que você acha da disciplina química? Este gráfico mostra a insatisfação que os alunos têm com o professor de química e essa inter-relação professor/alunos pode prejudicar no processo ensino aprendizagem já que uma barreira é criada nesse meio. Ao mesmo tempo faz com que poucos entendam o assunto, ou seja, a explicação do professor será pouco aproveitada pelos alunos, sendo assim a disciplina pouco considerada importante para a formação social do aluno. Este Colégio ele não possui espaço para realização de aulas experimentais, o que é muito cobrado pelos alunos, as atividades experimentais que são realizadas são todas na sala de aula de forma demonstrativa, pois o espaço da sala de aula torna-se pequeno para a grande quantidade de alunos, sendo assim quando necessário realizar que seja 8 demonstrativa, diz o professor de química do Colégio. A pouca realização de novas metodologias nestas aulas faz com que o número de alunos gazeando seja alto, cerca de 61% da classe nas aulas de química gazeiam, estes alunos tem perfil social oriundos de famílias de baixa renda, aumentando também a evasão até mesmo do colégio por motivo de necessidade de trabalhar para o sustento familiar. Quando perguntado sobre uma possível opção de curso no vestibular futuro, 37% dos entrevistados neste colégio não pretendem fazer vestibular, apenas querem concluir o ensino médio e dos que pretendem os cursos mais opinados foram geografia, letras, história e biologia. O Colégio Estadual João Alves Filho, situado na capital sergipana, teve como entrevistados 89 alunos de duas turmas da 1ª serie do ensino médio. O perfil dos alunos desta unidade escolar diferencia um pouco das outras duas, talvez pela região, metodologia apresentada pelo professor ou pela interação professor aluno. Para os entrevistados 50% consideram a disciplina química de grande importância para a vida cotidiana, com isso é grande o número de alunos que sentem interesse pela disciplina, os alunos só consideram que devem aumentar o número de aulas experimentais as quais não seja demonstrativa, já que o Colégio conta com um espaço físico para aulas praticas aulas que eles possam manusear com as vidrarias, com alguns reagentes, pois pra maior entendimento desta ciência a visualização ajuda-nos, diz um aluno. Sobre uma possível opção de curso nos vestibulares muitos pretende cursos da área da saúde, como enfermagem, nutrição, odontologia, o que pode ser observado através do gráfico % área da saúde 30% 60% área das humanas área da licenciatura 9 Gráfico 05: Qual curso você pretende fazer quando for prestar vestibular 4- CONSIDERAÇÕES FINAIS Com esse período de observação foi-se possível analisar vários acontecimentos, da escola pública. Muitos destes acontecimentos serão de possíveis mudanças como às metodologias de ensino adotadas pelos professores os quais analisei, todos eles são no geral tradicionalistas e além do mais não fazem uma interação das aulas com os alunos, tornando-a mais dinâmica e atrativa para os alunos, desta forma facilitará o processo de aprendizagem visto que a disciplina química é considerada difícil pelos alunos. Nas aulas, do ensino médio, observadas se trabalha a memorização e dedução de fórmula fazendo uma associação com a matemática. Sendo assim, percebeu-se que os alunos não gostam ou não tem afinidade com a disciplina Química, talvez pelo fato de exigir um alto nível cognitivo e pra a faixa etária de idade dos alunos eles não estejam aptos a isso, já que esta fase de idade é considerada de transição. 5- REFERÊNCIAS BIBLIOGÁFICAS COSTA, A. P. Rendimento escolar em Química. Citado em: STUBBS, M. Linguagem das escolas e das salas de aula: sociologia contemporânea da escola 2ª Ed TORRICELLI, E. Dificuldades de aprendizagem no ensino de química. Trabalho apresentado como parte das exigências para obtenção do certificado de conclusão de curso de pós - graduação em PROCESSO ENSINO- APRENDIZAGEM, VASCONCELLOS, C. S. Os desafios da indisciplina em sala de aula e na escola. São Paulo: Libertad, 1997 p.228; 234; 248. VEIGA, I. P. A. Projeto Político Pedagógico da Escola, Editora Papirus Campinas-SP
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