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Memorial do documentário Tem Gente na Pista , de 2007, para conclusão do curso de Jornalismo

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  • 1. FACULDADE SOCIAL DA BAHIA CURSO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL COM HABILITAÇÃO EM JORNALISMO TATIANA DOURADO TATIANA PORTO TIAGO FERREIRA TEM GENTE NA PISTA UM DOCUMENTÁRIO SOBRE O COTIDIANO DE TRÊS MULHERES SALVADOR 2007.2
  • 2. TATIANA DOURADO TATIANA PORTO TIAGO FERREIRA TEM GENTE NA PISTA UM DOCUMENTÁRIO SOBRE O COTIDIANO DE TRÊS MULHERES Memorial referente ao Projeto Experimental apresentado ao curso de Comunicação Social com habilitação em Jornalismo da Faculdade Social da Bahia como requisito parcial para a obtenção do grau de Bacharel em Jornalismo. Orientadora: Juliana Gutmann SALVADOR 2007.2
  • 3. RESUMO Este projeto experimental teve como objetivo humanizar a figura da prostituta, a partir da produção deste vídeo documentário. Propõe-se uma revisão de valores deste segmento estigmatizado pela sociedade, através da apresentação das garotas de programa por outra perspectiva. “Tem Gente na Pista” acompanha o cotidiano de três garotas de programa de Salvador, Adilma, Babalu e Jucilene, com a intenção de mostrar que, em relação às temáticas comuns na vida de qualquer pessoa (amor, amizade, dinheiro, diversão, etc), nas delas, estas experiências são semelhantes. Palavras-chave: Documentário, prostituição e jornalismo. 2
  • 4. Esse trabalho é dedicado aos nossos familiares, amigos e mestres que, de alguma forma, contribuíram para a elaboração deste Projeto Experimental. 3
  • 5. AGRADECIMENTOS Temos o orgulho de expor a nossa gratidão às pessoas que foram essenciais no desenvolvimento desse Memorial e do vídeo documentário. A Juliana Gutmann, que orientou a execução deste trabalho, e fez dele uma concretização. Por toda dedicação, apoio, amizade. Além das professoras Ana Spannemberg, que nos norteou durante todo o pré projeto que, para nós, foi a base desta realização. E a professora Lílian Reichert, por ser sempre solícita, paciente e amiga. O nosso “obrigado” por tudo. 4
  • 6. A prostituição tem sido um problema e um dos temas constantes em quase todas as sociedades, em todas as épocas, sobre o qual foram escritos inumeráveis trabalhos em quase todos os idiomas, nos mais diversos estilos. Do sermão pro-judaico-cristã, à literatura; aos tratados de ética e moral; aos estudos sistemáticos que tentam explicar a natureza social da prostituição através da análise da personalidade da pessoa prostituída, e os estudos científicos que analisam o indivíduo e a sociedade, na procura de uma explicação satisfatória e verdadeira. É, pois, um tema vasto, complexo, sobre o que se costumou chamar de “a mais antiga das profissões. (ESPINHEIRA, 1984, p.39) 5
  • 7. SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO....................................................................................................7 2. PRESSUPOSTO TEÓRICO ............................................................................12 2.1 PROSTITUIÇÃO...............................................................................................12 2.1.1 A HISTÓRIA DA PROSTITUIÇÃO........................................................12 2.1.2 A PROSTITUIÇÃO NA CONTEMPORANEIDADE.............................17 2.1.3 MILITÂNCIA REUNIDA.........................................................................22 2.2 DOCUMENTÁRIO............................................................................................27 2.2.1 DOCUMENTÁRIO E JORNALISMO ....................................................30 2.2.2 DOCUMENTÁRIO NO BRASIL.............................................................33 2.2.3 CLASSIFICALÇAO DO DOCUMENTÁRIO........................................36 3. ESTRATÉGIAS METODOLÓGICAS............................................................42 3.1 ESTILO DO PRODUTO....................................................................................42 3.2 CONSTRUÇÃO DA NARRATIVA..................................................................43 3.3 ASPECTOS FORMAIS......................................................................................45 3.3.1 ESTÉTICA E ENQUADARMENTO........................................................45 3.3.2 SOM...........................................................................................................46 3.4 PERSONAGENS................................................................................................47 4. RELATÓRIO DE ATIVIDADES......................................................................49 5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS..............................................................54 6. ANEXOS..............................................................................................................56 6.1 ROTEIRO...........................................................................................................56 6.2 DECUPAGEM....................................................................................................61 6
  • 8. 1. INTRODUÇÃO Tem Gente na Pista é um vídeo documentário que pretende humanizar a figura da prostituta de modo a desconstruir a imagem de mero objeto de consumo estabelecida, principalmente, pelos meios de comunicação e estigmatizada pela sociedade. O objetivo é mostrar a prostituta enquanto sujeito que tem uma rotina, hábitos, gostos, manias, vaidades, medos e frustrações, como todos nós. Por isso, o foco de nossas lentes se volta para o dia-a-dia dessas mulheres, quando não estão em atividade. No documentário, elas não são simplesmente “prostitutas”, são Babalu, Jucilene e Adilma, pessoas com histórias de vida próprias, conscientes das suas necessidades, deveres e direitos, mulheres que resistem ao preconceito e ao olhar indiferente dos outros, profissionais com ideais, que se juntam para conscientizar e mobilizar a sua classe como categoria, a exemplo do que ocorre na Associação das Prostitutas da Bahia. Para refletir sobre este problema, o presente projeto propõe a realização de um vídeo documentário, de 27 minutos, em que a apresentação do caso será feita por quem está inserido no contexto da prostituição. As histórias que irão conduzir o documentário serão baseadas nos relatos de vida de três mulheres, Babalu, Jucilene e Adilma. Como critério de seleção dos atores sociais foram levados em consideração os diferentes universos em que elas atuam. Babalu tem 28 anos, mora e trabalha em Piatã, orla de Salvador; Jucilene, 21 anos, atua em um bar, na Ladeira da Conceição, que é, também, o local onde reside; e Adilma, que trabalha durante o dia na Praça da Sé e é integrante da equipe da Associação das Prostitutas de Camaçari, a Gabriela. Elas falam sobre diversos temas, como profissão, família, lazer e vida amorosa. Temas comuns na trajetória de qualquer pessoa, mas diferenciado através de cada experiência de vida. Os pequenos detalhes do cotidiano dessas mulheres têm ênfase no documentário. Ao fazer um estudo sobre a prostituição, percebemos o seu papel fundamental na construção da história das civilizações antigas e como se explica a formação do estigma atual em torno da imagem da prostituta. Resistência. Esta é a palavra que mais pode definir a vida das prostitutas na história. Resistência aos julgamentos e preconceitos da sociedade. 7
  • 9. Primeiro, em uma sociedade matriarcal, e depois, mesmo com o início das perseguições, desencadeada na ascensão do império romano (século V d.C), as prostitutas podiam assumir o orgulho que tinham do seu trabalho. Eram as únicas mulheres com status, verdadeiramente livres e independentes financeiramente (ROBERTS, 1998). Agora, são marginalizadas, desmoralizadas, desrespeitadas. Ser prostituta, na maioria das vezes, é ser excluída, viver escondida. Assim como as mulheres, a meretriz é sempre condenada, enquanto o homem, que utiliza seus serviços, é destacado pela sua masculinidade. Quando o tema prostituição é pensado dentro da sociedade, o preconceito e a visão negativa são sempre mais fortes. Mas, se elas ainda existem, é porque resistem. Ao mesmo tempo moralmente condenada pela sociedade, a prostituição é permitida. Permissão esta não concedida por compreensão, mas pela impossibilidade de impedir a sua atuação e expansão (ESPINHEIRA,1984). É uma ocupação econômica autêntica, em que as relações sexuais são entendidas como relações de trabalho, com suas regras e formas de satisfação do cliente. Neste comércio, o corpo é a matéria prima e o quarto, a rua ou a boate é o local de trabalho (ESPINHEIRA,1984). De acordo com o Código Penal, é crime facilitar, tirar proveito ou explorar a prática da prostituição, porém, o ato de se prostituir não é crime. Ao mesmo tempo, na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), não existe nenhuma referência à prostituição como profissão. Incluir as prostitutas nos direitos trabalhistas é uma luta constante desta classe. A expectativa dessa conquista é a esperança de tentar retomar a imagem da prostituta como cidadã, como nos tempos remotos do Império Romano. A proposta aqui apresentada é de produzir um documentário sobre o assunto, no intuito de humanizar a imagem da prostituta, que é vista popularmente apenas como objeto de consumo. Hoje, esta imagem é construída, principalmente, pelos meios de comunicação que, quando retratam o tema, enfocam os aspectos negativos, como a exploração sexual infantil, o tráfico de mulheres, as doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). Temas importantes de serem noticiados, de fato, mas, quando só eles são retratados, resultam em uma imagem negativa para quem assiste, e estes esquecem que existem muitos outros lados e diferentes formas de olhar a mulher prostituta. 8
  • 10. Gilberto Dimenstein, em seu livro, Meninas da Noite: a prostituição das meninas escravas no Brasil (1992), por exemplo, aborda o tema através da história da exploração sexual infanto-juvenil em garimpos de vários estados do norte do país, principalmente Pará e Amazônia. Ele investigou a violência e a prostituição vivenciada por essas meninas nos anos 90. Apesar de se tratar do mesmo tema, a prostituição, a obra de Dimenstein apresenta aspectos negativos do universo da prostituição protagonizada por crianças e adolescentes, como exploração sexual, violência e doenças. O filme Anjos do Sol (2006), de Rudi Langemann, retrata a exploração sexual de crianças, vendidas do interior do Brasil, e distribuídas para pontos de prostituição do norte do país. As meninas eram colocadas em condições sub-humanas, sendo que, além de serem obrigadas a se prostituir, ainda pagavam ao ‘cafetão’, todas as suas necessidades, como o local onde dormiam, comidas e remédios, o que as tornavam também escravas. O filme se diferencia do objetivo do Tem Gente na Pista por mostrar casos ruins da prostituição, como a exploração sexual em seu nível extremo, e por ser um filme, e não um vídeo documentário. Em Tem Gente na Pista as mulheres estão na prostituição por opção e, de alguma maneira, se satisfazem com a relação de trabalho. Esta imagem, única, estática, que fica intrínseca na concepção do senso comum, pode, realmente, ser difícil de mudar para quem não tem a oportunidade de conhecer histórias diferentes ou para quem não convive com elas diariamente. A prostituição, por si só, possui restrição moral, uma questão cultural que pode, talvez, vir a ser mudada com o tempo. Por isso, o que se almeja é tentar desarticular esta imagem propagada da prostituta, a partir da abordagem de como é o seu dia-a-dia. Mostrar que as suas necessidades são iguais às das outras pessoas que possuem uma vida dentro dos padrões moralistas da sociedade ocidental. A idéia é transmitir esta “realidade” por um outro viés, não estereotipado: Mulheres-prostitutas que foram casadas e possuem filhos; que se apaixonaram durante o seu trabalho; ou que até não consideram a prostituição uma profissão ideal, mas que preferem esta opção de trabalho a se submeter a outras práticas convencionais e aceitas na sociedade, como empregada doméstica; mulheres participativas na mobilização de sua classe, que delimitam algumas horas na semana 9
  • 11. para atuar em organizações, como ocorre com a Associação das Prostitutas da Bahia (Aprosba).1 Para garantir a profundidade que se espera do tema, surgiu o interesse pela produção de um registro audiovisual, daí a escolha do vídeo - documentário como produto, porque narra histórias e acontecimentos através de imagens. O objetivo do projeto é mostrar mulheres que não tenham vergonha da sua profissão, a prostituição, e retratá-las através da linguagem visual foi pontual na escolha do vídeo como suporte. Através dele, é possível que o telespectador não tenha contato apenas com a história narrada, mas possa conhecer os personagens com mais proximidade. Esse contato íntimo com as personagens é possível desenvolver, assim como na literatura e em outros gêneros, também com o recurso audiovisual. No caso, há possibilidade de serem mostrados explicitamente seu rosto, seus gestos, sua voz e o ambiente em que tais personagens estão inseridos, não ficando assim, no campo na imaginação de quem consome a obra. Nesse aspecto, a opção do documentário como suporte adveio da compatibilidade de suas características com os aspectos que se pretende transmitir de forma enfática nesta temática: mulheres que se assumam como tal (mostrar a representação do seu rosto através da imagem é uma forma de se assumir como prostituta). A combinação do elemento imagem com o tema é adequado também às particularidades enaltecidas: a resistência, a auto-estima e o orgulho. Existem muitas formas de se fazer jornalismo e o documentário é uma delas. Pelo vídeo, o telespectador fica mais próximo do “real” construído, já que este utiliza elementos do mundo real a que o receptor já está acostumado, como a voz humana, as imagens das pessoas e do ambiente. Por esse suporte, é possível cultivar diferentes possibilidades na técnica e na construção do relato, como a mistura de diferentes estilos e elementos, na produção da narrativa, como foto, gráfico, animação, além de poder deixar claro o ponto de vista do realizador, visto que, no jornalismo informativo, a estrutura é de certa forma, padronizada. Mesmo podendo ousar no estilo de maneira que a característica pessoal possa ser reconhecida em um texto, não se pode fugir muito dos padrões. Existem marcas no jornalismo que servem como “regras”, como a tentativa 1 A Aprosba promove um trabalho de conscientização das profissionais do sexo da Bahia, através de palestras, cursos e seminários que discutem temas polêmicos do cotidiano dessas profissionais, como as doenças sexualmente transmissíveis e a tentativa de resgate da dignidade. 10
  • 12. de busca pela objetividade. Mesmo que a imparcialidade e objetividade sejam improváveis, tem de ser preservadas como marcas discursivas. É preciso dizer que documentários não são meras reproduções da realidade. Documentários são representações do mundo, de uma determinada ótica. Diante disso, é possível que os aspectos deste tema sejam familiares ao telespectador, mas este, talvez, nunca tenha se deparado com aquela forma de olhar o fato (NICHOLS, 2005). Essa foi mais uma característica levada em consideração quando se optou pelo documentário para retratar este tema. Será feito um recorte proposital do universo da prostituição. É um olhar assumido sobre uma realidade. 2. PRESSUPOSTO TEÓRICO 11
  • 13. 2.1 PROSTITUIÇÃO 2.1.1 A história da Prostituição O que é hoje desvalorizado e imposto como imoral, antes era responsável pela organização social e econômica de uma sociedade. A história da prostituição começou há mais de 25.000 anos, muito antes de Cristo, em uma sociedade matriarcal, na qual a mulher era Deusa, e os rituais sexuais eram sagrados. Essa história será brevemente relatada com base no livro “As Prostitutas na História” (1992), de Nickie Roberts. Desde o período Paleolítico, 25.000 a.C., as mulheres tinham um lugar de destaque nas sociedades, evidenciado pelas representações artísticas espalhadas ainda hoje pela Europa. As mulheres eram consideradas personificação de uma divindade, vistas como ligação entre a terra e o campo superior, através do cargo de sacerdotisas xamânicas. Com todo esse poder, elas controlavam também a sexualidade. O sexo era algo sagrado nas sociedades, e as sacerdotisas comandavam ritos sexuais comunitários. Em combate ao poder feminino, foram introduzidos deuses masculinos no imaginário religioso e popular e, através de homens em exercício de governo, leis foram criadas no intuito de reverter o quadro de supremacia. Foram criados, também, sacerdotes, em contraposição à “deusa”, e estes passaram a controlar as sacerdotisas. Desde a Idade da Pedra, a tradição dos ritos sexuais tornou a prostituição sagrada, e era parte da adoração religiosa de várias das primeiras civilizações. As sacerdotisas começaram a história da prostituição no mundo. Logo, as mulheres foram divididas em duas categorias: esposas e prostitutas. Um código, denominado Lipit-Ishtar, foi criado nos anos 2000 a.C., na Suméria. Embasado nele, decretou-se, que se a mulher-esposa não tivesse parido e a prostituta tivesse dado uma criança ao mesmo homem, este filho seria herdeiro legítimo. A meretriz, no entanto, não ganha o direito de residir na mesma morada enquanto a esposa estiver viva. 12
  • 14. As instituições religiosas aumentaram a separação entre esposas e prostitutas, de acordo com o modelo de casamento patriarcal, no sentido do homem ser proprietário da sua mulher. As prostitutas sofriam com leis cada vez mais opressivas. Na Grécia antiga, por volta do século V a.C., os homens de posses tinham acesso facilitado aos serviços sexuais. O acesso era fácil para quem era rico, que podia utilizar as prostitutas sem ter que passar por qualquer crítica social. No entanto, a democracia grega não fazia questão de se relacionar com as mulheres, que não possuíam poder de voto e bem de propriedade, por exemplo. As responsáveis por isso eram as leis feitas por Sólon, governante de Atenas no final do século VII a.C até o começo do século VI a.C. A esposa de Atenas se limitava a ter educação doméstica. Elas eram proibidas de ter atividades variadas, sob pena de serem taxadas de prostitutas. As mulheres eram resguardadas pelos homens, seus pais, maridos e filhos. Com a percepção dos lucros gerados pelo mercado da prostituição, Sólon organizou a abertura de bordéis gerenciados pelo próprio estado. As prostitutas passaram a receber ordenados, que eram pagos aos pronobosceion, homens designados para administrar individualmente os bordéis. Este fato é o como primeiro registro de cafetinagem da história, porém a prostituição não se restringia aos trabalhos internos dos bordéis. Muitas das esposas, desejosas de liberdade, chegaram a escolher o meretrício como forma de se livrar dos maridos, livre arbítrio que, por si só, já era considerado um bandeamento para a prostituição. Na antiga Grécia, as prostitutas que obtiveram mais fama foram chamadas de hetairae, notórias pelo grau de conhecimento, beleza e habilidades sexuais. Eram as únicas que podiam se comparar aos homens. Com o tempo, o Estado abrandou as leis relacionadas às meretrizes, motivado principalmente pelo aumento da procura pelos serviços por elas prestados e pelos próprios homens que as condenavam. Depois que Sólon morreu, as leis foram ainda mais amenizadas. Mas a segregação imposta por ele continuou. As prostitutas continuaram a gerar lucros para o Estado no comércio do sexo. 13
  • 15. Dando um salto na história, o novo cenário é o século V d.C. O Império Romano sofria com guerras, crises da economia, além das invasões germânicas. Os centros urbanos começaram um processo de esvaziamento, com o êxodo para a zona rural, o que foi avassalador para as prostitutas. [...] se as próprias prostitutas não foram eliminadas com o declínio da antiga Roma, sua tradição cultural certamente foi. As artes civilizadas do amor, do prazer e do conhecimento – o erótico e os demais – desapareceram durante a Idade das Trevas. Vestígios das artes
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