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Artigo - Guia para a escolha de teste estatístico.pdf

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Artigo Inédito A escolha do teste estatístico – um tutorial em forma de apresentação em PowerPoint* David Normando**, Leo Tjäderhane***, Cátia Cardoso Abdo Quintão**** Resumo A seleção de métodos apropriados para a análise estatística pode parecer complexa, princi- palmente para estudantes de pós-graduação e pesquisadores no início da carreira científica. Por outro lado, a apresentação em PowerPoint é uma ferramenta comum para estudantes e pesq
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   A  RTIGO  I NÉDITO Dental Press J. Orthod.  101 v. 15, no. 1, p. 101-106, Jan./Feb. 2010 A escolha do teste estatístico – um tutorial em forma de apresentação em PowerPoint* David Normando**, Leo Tjäderhane***, Cátia Cardoso Abdo Quintão**** Resumo A seleção de métodos apropriados para a análise estatística pode parecer complexa, princi-palmente para estudantes de pós-graduação e pesquisadores no início da carreira científica. Por outro lado, a apresentação em PowerPoint é uma ferramenta comum para estudantes e pesquisadores. Assim, um tutorial de Bioestatística desenvolvido em uma apresentação em PowerPoint poderia estreitar a distância entre ortodontistas e a Bioestatística. Esse guia pro-porciona informações úteis e objetivas a respeito de vários métodos estatísticos empregando exemplos relacionados à Odontologia e, mais especificamente, à Ortodontia. Esse tutorial deve ser empregado, principalmente, para o usuário obter algumas respostas a questões co-muns relacionadas ao teste mais apropriado para executar comparações entre grupos, exami-nar correlações e regressões ou analisar o erro do método. Também pode ser obtido auxílio para checar a distribuição dos dados (normal ou anormal) e a escolha do gráfico mais adequa-do para a apresentação dos resultados. Esse guia* pode ainda ser de bastante utilidade para revisores de periódicos examinarem, de forma rápida, a adequabilidade do método estatístico apresentado em um artigo submetido à publicação. Palavras-chave:  Bioestatística (Saúde Pública). Análise estatística. Estatísticas de Saúde. Apresentação de dados. Tutorial interativo.  ** Mestre em Clínica Integrada pela FOUSP. Doutorando em Ortodontia pela UERJ. Professor da Disciplina de Ortodontia da Faculdade de Odontologia da UFPa. *** Professor do Instituto de Odontologia da Universidade de Oulu / Finlândia. **** Doutora em Odontologia/Ortodontia pela UFRJ. Professora do Departamento de Ortodontia da Faculdade de Odontologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro / UERJ. * O download   da apresentação pode ser feito no site http://www.dentalpress.com.br/bioestatistica. INTRODUÇÃO A análise estatística dos resultados obtidos em um determinado estudo é uma ferramenta impor-tantíssima na validação desses dados, assim como para a adequada extrapolação dos resultados obti-dos para a população estudada. Apesar de condu-tas clínicas serem rotineiramente tomadas como resultado de análises estatísticas, é relativamente comum estudantes de pós-graduação, clínicos e pesquisadores da área odontológica demonstra-rem desinteresse no entendimento de como esses dados estatísticos foram obtidos. O “distanciamento” entre pesquisadores e clínicos da área da saúde em relação ao enten-dimento da matemática e, consequentemente, à compreensão dos complexos métodos estatísticos, somado à linguagem pouco acessível usada pelos estatísticos na comunicação com os profissionais da área da saúde poderiam justificar esse desinte-resse de uma parte considerável dos pesquisadores e estudantes 6 . O uso de uma ferramenta de co-municação mais clara e próxima aos ortodontistas,  A escolha do teste estatístico – um tutorial em forma de apresentação em PowerPoint Dental Press J. Orthod.  102 v. 15, no. 1, p. 101-106, Jan./Feb. 2010 utilizando exemplos relacionados à especialidade, poderia aproximar pesquisadores, clínicos e estu-dantes à Bioestatística. Não se trata, entretanto, de subestimar o pa-pel do bioestatístico, nem de outras ferramentas de pesquisa. A ideia é conduzir uma aproxima-ção inicial do usuário, que, a partir de então, se-ria capaz de buscar informações mais complexas através de consultas ao próprio bioestatístico e a outras fontes de conhecimento. Esse guia poderia, ainda, ser utilizado por revisores em uma análi-se rápida dos métodos empregados em um artigo submetido à publicação. REQUISITOS BÁSICOS PARA USO DO TUTORIAL Vários pontos são importantes na análise esta-tística, um ponto-chave é a escolha do teste estatís-tico. A escolha do teste estatístico, analogicamente à área de saúde, corresponderia ao nosso diagnós-tico. Um equívoco poderia levar o pesquisador a conclusões finais inadequadas.A escolha do teste estatístico apropriado requer do usuário conhecimentos básicos sobre: (1) classi-ficar o tipo de dado que está estudando (contínuo, categórico: ordinal ou nominal); (2) como esses dados estão distribuídos após o término da sua co-leta (Distribuição Normal ou Distribuição Anor-mal), e (3) os tipos de amostras examinadas (In-dependentes ou Dependentes). Uma breve revisão é apresentada para introduzir o usuário a alguns princípios da Estatística. Alguns artigos publicados na literatura ortodôntica estão disponíveis para um entendimento mais aprofundado desse tópico 4,5,7 . Tipos de dados Basicamente, os dados podem ser classificados como quantitativos ou qualitativos 4 . Dados quan-titativos são geralmente medidos em uma escala contínua (números que podem ser fracionados), tais como o diâmetro mesiodistal dentário, obti-do em milímetros, ou a inclinação de um incisivo, examinada em graus. Após a coleta dos dados, é possível obter uma medida de tendência central e um indicador da variabilidade dos dados. A medi-da de tendência central mais usada para os dados numéricos é a média, enquanto o desvio-padrão é o estimador de variabilidade mais comumente empregado quando a variável examinada é do tipo contínua ou paramétrica.Uma variável qualitativa ou categórica apresen-ta um número limitado de valores ou categorias, e pode ser classificada em Ordinal ou Nominal. Da-dos ordinais devem seguir um nível crescente (or-dem) entre as categorias. O índice de reabsorção radicular 1 , medido em uma escala ordinal de 0 a 4, é um exemplo de dados ordinais. Cada aumento no escore reflete um aumento na severidade da re-absorção radicular, entretanto, não se pode definir um determinado dente com índice 1 de reabsorção (suave) como tendo a metade da reabsorção de um outro dente com escore 2 (reabsorção moderada). Ao contrário dos dados contínuos (paramétricos), uma medida, representada por escore, não é parâ-metro para outra, portanto deve ser considerada como uma variável não-paramétrica. A medida de tendência central mais comumente usada para da-dos ordinais é a mediana, que é o ponto médio a partir do qual metade dos valores coletados é supe-rior a esse ponto e a outra metade é inferior.Por outro lado, os dados Nominais são distri-buídos em categorias, aonde nenhuma ordem ine-rente pode ser observada, por exemplo: a catego-rização dos dados obtidos por gênero (masculino ou feminino) e a classificação de Angle (Classe I, Classe II ou Classe III). Esse tipo de dado, formado por números inteiros (variável discreta) é, rotinei-ramente, descrito como frequência absoluta ou re-lativa (percentagem). A distribuição dos dados Existem dois tipos básicos de distribuição dos dados: Normal ou Anormal, também conhecida como distribuição livre. A distribuição normal ou Gaussiana (relativo à Carl Gauss) apresenta uma forma semelhante a uma curva em sino quando os  Normando D, Tjäderhane L, Quintão CCA Dental Press J. Orthod.  103 v. 15, no. 1, p. 101-106, Jan./Feb. 2010 dados contínuos estão dispostos em uma curva de distribuição. Pode ser visto que os dados se con-centram em torno de uma média e se dispersam simetricamente a partir desse ponto central. Mui-tos testes estatísticos, como o teste t de Student, requerem uma distribuição normal 5 .Quando a curva de distribuição dos dados não apresenta uma forma de sino é chamada de assi-métrica, anormal ou de livre distribuição. Os testes usados para dados com distribuição anormal são conhecidos como estatísticas não-paramétricas (exemplo: teste de Mann-Whitney). O uso de um teste paramétrico, como o teste t, torna mais pro-vável detectar uma diferença real entre amostras como sendo estatisticamente significativa, porém o uso de um teste paramétrico quando a distribui-ção normal é violada não é considerado um cami-nho confiável na execução da análise estatística.Assim, torna-se imprescindível, antes da es-colha do teste estatístico para dados contínuos, examinar a distribuição dos dados. Se dados con-tínuos apresentam uma distribuição anormal, é necessário escolher um teste não-paramétrico ou transformar os dados em uma distribuição normal, aplicando, como exemplo, uma transformação lo-garítmica 4 . Amostras Dependentes ou Independentes As amostras podem ser facilmente classificadas como dependentes (pareadas) ou independentes (não pareadas) 5 . Um desenho de estudo comum na Ortodontia, usando amostras pareadas, pode ser constatado quando um grupo de indivíduos é examinado antes e depois de um determinado tra-tamento. Amostras independentes são constituídas por diferentes indivíduos compondo cada grupo. A APRESENTAÇÃO EM POWERPOINT ® O objetivo desse tutorial é produzir infor-mações sobre o teste estatístico adequado para a análise dos resultados obtidos. Essas informa-ções serão obtidas através de um sistema de per-guntas e repostas. Para usar esse tutorial, a apresentação deve ser aberta no modo “apresentação de slides  ”. O pri-meiro slide   descreve o objetivo e as limitações desse tutorial. Atualmente, esse guia incorpora os principais testes estatísticos para examinar uma variável (Univariada). As opções relacionadas às análises multivariadas são limitadas. Embora as análises multivariadas ainda sejam menos frequen-tes nas pesquisas odontológicas, o seu emprego tem crescido. Nesses casos, uma consulta a um es-tatístico são altamente recomendáveis.O segundo slide   (Fig. 1) apresenta um grupo de ícones ( links  ) que levam o usuário a prosse-guir de acordo com as suas necessidades. Existem 5 opções: 1) Quero examinar se os meus dados apresen-tam uma distribuição Normal.2) Desejo comparar grupos (procurando por diferença entre amostras).3) Quero fazer correlação ou predição (re-gressão) (análise entre variáveis). 4) Quero checar a replicabilidade de dados (análise do erro sistemático e casual). 5) Desejo escolher o gráfico apropriado para os meus dados.Ao clicar no ícone, um link   levará o usuário a sucessivas perguntas até a obtenção de uma res-posta. Para obter essa resposta o usuário deverá ter compreendido os três itens básicos anteriormente descritos (tipos de dados, tipo de distribuição e de amostras). Opção #1: Quero examinar se os meus dados apresentam uma distribuição Normal A primeira opção desse tutorial é a análise da distribuição dos dados. Esse procedimento não é necessário quando a variável examinada é do tipo qualitativa (não-paramétrica). Para usar um teste paramétrico adequadamente, deve ser verificado se os dados contínuos apresentam uma distribui-ção normal. Alguns testes estatísticos comumente utilizados para checar a normalidade dos dados são apontados (Fig. 2).  A escolha do teste estatístico – um tutorial em forma de apresentação em PowerPoint Dental Press J. Orthod.  104 v. 15, no. 1, p. 101-106, Jan./Feb. 2010 Opção #2: Desejo comparar grupos (procuran-do por diferenças entre amostras) A segunda função da apresentação do tutorial é a indicação do teste adequado para a análise estatística da diferença entre médias. A análise da diferença entre médias de dados contínuos é a estatística mais comumente empregada na Orto-dontia 2 . Ao clicar na opção correspondente a essa escolha, o usuário deverá responder que tipo de dado possui: contínuo, ordinal ou nominal (Fig. 3). Em seguida, a apresentação irá fazer pergun-tas sobre o número de grupos amostrais usados na pesquisa (Fig. 4A) e se os grupos são pareados ou não (Fig. 4B). Opção #3: Quero fazer correlação ou predição (regressão) O terceiro ponto da apresentação aponta o caminho para o emprego dos testes de correla-ção ou regressão (Fig. 1). Assim como na opção #2 (comparações entre grupos), o usuário deverá escolher o tipo dos dados que estão sendo exami-nados (Fig. 3) para obter uma resposta (Fig. 5). Opção #4: Quero checar a replicabilidade de dados (análise do erro sistemático e casual) A análise do erro do método é cada vez mais frequente na literatura científica. Nos últimos anos, cerca de 70% dos artigos publicados na Or-todontia apresentavam algum tipo de análise do erro do método 3 . A observação do erro sistemático de um método empregado por um pesquisador é conseguida, geralmente, duplicando-se as medidas com um determinado intervalo de tempo. As me-didas duplicadas devem apresentar um alto nível de reprodutibilidade ou replicabilidade.A quarta opção da presente apresentação diz respeito à análise do erro sistemático. Os passos a serem efetuados são semelhantes aos anteriores. Após o usuário definir que deseja analisar a re-plicabilidade dos dados (Fig. 1), deve definir que tipo de variável ele possui (Fig. 3) para obter a resposta (Fig. 6). FIGURA 2 - Testes estatísticos sugeridos para checar a normalidade da distribuição dos dados. O ícone “volta ao começo” conduzirá o usuário ao slide   inicial da apresentação (Fig. 1).FIGURA 3 - O primeiro passo para a seleção do teste estatístico é a definição do tipo de variável que está sendo investigada. O usuário de-verá clicar em uma das opções para continuar. Se os dados contínuos apresentarem uma distribuição anormal, deverá ser escolhida a opção “ordinal”.FIGURA 1 - Opções disponíveis no segundo slide   da apresentação, per-mitindo ao usuário a seleção de uma função. Para continuar, deve-se clicar no ícone correspondente.
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