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A dinâmica dos canais curtos de comercialização: o caso do Projeto Campagna Amica na Itália *

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doi: /s A dinâmica dos canais curtos de comercialização: o caso do Projeto Campagna Amica na Itália * Recebido: Aprovado: Flávio Sacco dos Anjos & Nádia Velleda
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doi: /s A dinâmica dos canais curtos de comercialização: o caso do Projeto Campagna Amica na Itália * Recebido: Aprovado: Flávio Sacco dos Anjos & Nádia Velleda Caldas** Resumo: A última década esteve marcada pelo surgimento de uma inovação que a literatura internacional reconheceu como redes agroalimentares alternativas (AFN), regidas por uma lógica que se opõe ao regime operado pela grande distribuição e pelas cadeias globais de suprimento. Uma das mais importantes experiências de AFN europeia é o Projeto Campagna Amica, levada a efeito pela principal confederação sindical agrária italiana (Coldiretti). Desde a sua criação, em 2009, a ênfase tem sido no sentido de reconstruir as relações entre produtores e consumidores através de um processo de aproximação que se desenvolve dentro de mercados de venda direta de produtos agroalimentares. A ênfase desse estudo é mostrar as peculiaridades que ensejam o seu surgimento, mas também as contradições, as ambivalências e os desafios desse processo de construção social da qualidade. Palavras-chaves: redes alimentares alternativas, Itália, Campanha Amiga, canais curtos de comercialização, sociologia do consumo. Introdução P oucos países do mundo possuem uma cultura alimentar tão rica e diversificada quanto a Itália. Em boa medida, esse fato deriva do entendimento de que o ato de comer, nessa nação europeia, transcende as fronteiras da mera satisfação de necessidades vitais. Em verdade, trata-se de uma das marcas insofismáveis da identidade italiana, que permanece e se transmuta através do tempo. Não obstante, estudos como o de Conti (2008) contrariam esse entendimento ao afirmar que a tecnologia extrema, a lógica do lucro e as regras do mercado modificaram profundamente a natureza do que hodiernamente é consumido nos lares italianos. A transformação dos alimentos atingiu um elevado grau de sofisticação que é proporcional ao nível de opacidade e desconhecimento sobre a origem e sobre os processos que lhes ensejaram. Com efeito, a assertiva de que a Itália é o país do buon cibo (boa comida), nas atuais circunstâncias, não seria mais do que um grande mito cultuado ao sabor de interesses econômicos, dentro e fora de suas fronteiras. Outrossim, coincidindo, ou não, com a avaliação crítica que faz Conti sobre a situação atual do regime alimentar italiano, parece claro que esse país não está imune às mudanças que experimenta o mundo da comida em todo o planeta. * Este trabalho se desenvolveu a partir da atuação de ambos os pesquisadores como professores visitantes da Universidade da Calábria e do apoio da Capes. O agradecimento se estende ao CNPq pela concessão de bolsa de pesquisador II ao primeiro autor, sem o qual a pesquisa não teria se concretizado. ** Flávio Sacco dos Anjos é professor titular no Departamento de Ciências Sociais Agrárias, Faculdade de Agronomia, Universidade Federal de Pelotas (RS). gmail.com . Nádia Velleda Caldas é socióloga, mestre em ciências, doutora em agronomia, docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Sistemas de Produção Agrícola Familiar da Universidade Federal de Pelotas (RS). gmail.com . 771 Os inúmeros escândalos alimentares que eclodiram nas três últimas décadas não deixam dúvida acerca da extensão de um problema resultante de um processo que se descortina após o final da Segunda Guerra Mundial e que se traduz no drástico movimento de afastamento entre o âmbito da produção e a esfera do consumo. A emergência dos impérios alimentares (Ploeg, 2008), hipermercados e grandes superfícies de varejo é apenas a face visível das grandes mudanças que demarcam a atual etapa que atravessa a civilização mundial do ponto de vista dos hábitos de consumo, das formas de elaboração, distribuição e aprovisionamento de comida. Todavia, para além das aparências de que nada relevante acontece fora deste quadro geral, e de que estamos diante de uma sociedade inerme e inerte ao domínio deste regime, algo tem sido feito no sentido de forjar formas de transformação da realidade. Uma militância ativa, e de diferentes matizes políticos, tem atuado no sentido de construir vias de fuga às imposições ditadas pela grande distribuição. Esse caminho, complexo e desafiador, passa, dentre outros aspectos, pela disposição de muitos consumidores no sentido de estabelecer relações estreitas e diretas com os agricultores. Esse deslocamento é resultado de diversos fatores, dentre os quais, a constatação, cada vez mais presente, de que o sistema atual reserva aos produtores margens ínfimas da renda gerada nos circuitos mercantis. De outra parte, a certeza de que o atual regime de produção e de distribuição de alimentos é responsável pela exclusão de um grande contingente de agricultores que há decênios estão submetidos ao que convencionou chamar de double squeeze (Ploeg et alii, 2000), seja o efeito combinado da pressão incessante por aumentos de produtividade e incremento progressivo dos custos de produção diante do uso de tecnologias intensivas em capital. O conhecido provérbio get big or get out (Weis, 2007) explícita ou implicitamente imposto sobre os agricultores, decididamente não se traduziu em benefícios para os consumidores e para a sociedade em geral, senão justamente o contrário, especialmente quando visto sob o prisma ambiental, das garantias quanto à inocuidade e qualidade dos alimentos e da preservação do tecido social no campo e na cidade. Ainda que a extensão desse fenômeno possa variar, atinge indistintamente todos os países do planeta. No atual contexto, a Itália é seguramente um dos principais países do mundo em termos do estabelecimento de estratégias de enfrentamento a esse cenário. Uma plêiade de instituições e movimentos sociais identificados com o chamado consumo crítico tem sido capaz de engendrar formas inovadoras de abastecimento, a exemplo da criação dos mercados de agricultores e/ou feiras de venda direta, também conhecidos como canais curtos de comercialização ou a quilômetro zero, em alusão à necessidade de aproximação entre os elos extremos da cadeia. Há até mesmo iniciativas mais radicais que, além de buscar essa reaproximação entre produtores e consumidores, denunciam o desperdício de energia e 772 recursos protagonizado pela grande distribuição, a reiterada exploração dos agricultores e os próprios instrumentos públicos de controle e fiscalização dos produtos alimentares do ponto de vista da garantia da sanidade, da origem ou procedência, bem como do respeito às próprias regras que deveriam regular o sistema de produção, transformação, distribuição e abastecimento. Esse é precisamente o caso do movimento Genuíno Clandestino (Potito & Borghesi, 2015) que propugna a autodeterminação dos indivíduos em matéria agroalimentar, opondo-se frontalmente aos mecanismos usuais de regulação, incluindo os conhecidos regimes de certificação exercidos por empresas privadas, como é o caso da produção orgânica (Caldas, 2013), das indicações geográficas (Sanz Cañada, 2007), marcas coletivas e sinais distintivos de qualidade em geral (Sacco dos Anjos & Caldas, 2014a; 2014b). Independentemente do grau ou da extensão das mudanças preconizadas pelas organizações de produtores e/ou consumidores, o certo é que esse debate tem se intensificado nos últimos anos, sendo que seus desdobramentos se fazem sentir sobre a pauta das organizações e dos sindicatos de agricultores. O caso que a seguir analisaremos mostra que as reivindicações (preços, subsídios, tarifas) usuais dão lugar a novas bandeiras e formas de atuação. Nesse sentido, para os efeitos que persegue esse artigo, importa analisar como e quando se dá o deslocamento de um eixo de atuação da principal organização agrária italiana que até então estava centrado na dimensão da produção stricto sensu. Nesse sentido, vale indagar: que aspectos contribuíram para o surgimento do projeto Campagna Amica na Itália? Em que consiste e como se apresenta essa experiência na atualidade? Como a seguir veremos, ela é relevante sob diversos ângulos, seja em termos da dimensão espacial e do número de agricultores envolvidos, seja porque sinaliza para as mudanças mais amplas que afetam o marco europeu em termos de orientação de políticas agrícolas. Não obstante, como analisaremos oportunamente, o Campagna Amica (Campanha Amiga) possui limites, contradições e riscos em face de relações que, mais recentemente, estão sendo tecidas com alguns setores não exatamente identificados com os pressupostos que ensejaram a sua criação. Este artigo se subdivide, além da introdução, em três outras seções. A primeira debate o conceito de redes agroalimentares alternativas, explorando o seu potencial explicativo na compreensão de experiências como o projeto Campagna Amica. A segunda seção discorre sobre a trajetória da principal organização agrária italiana Coldiretti que é responsável pela criação dessa experiência. A terceira seção é dedicada à análise propriamente dita dessa iniciativa, mostrando o modo como hoje está estruturada a partir das informações reunidas ao longo da pesquisa. Por fim, a última seção apresenta as considerações finais deste estudo. 773 Redes agroalimentares alternativas O uso da expressão alternative food networks, doravante referida como AFN, consagrou-se na literatura anglo-americana e europeia ao abordar temas sobre as iniciativas que surgem em diversos países em resposta aos graves problemas que enseja o modelo dominante de produção, distribuição e consumo de alimentos em termos de sustentabilidade ambiental e social, mas também em termos econômicos, particularmente para as pequenas explorações de caráter familiar (Ericksen 2008; Roberts, 2008). Conceitos como relocalização, reespacialização e reconexão descrevem a natureza de alternativas possíveis ao sistema prevalecente (Renting, Marsden & Banks, 2003). A análise destas experiências mostra que, no âmbito das redes, aparecem identificadas várias práticas onde é recorrente a ideia de o alimento tornar-se um meio para desenvolver consciência social e ação social coletiva (Belasco, 2007: 17), produzindo mudanças via adoção de diferentes estratégias. Todavia coincidimos com Fonte (2010) quando afirma que embora o sistema agroalimentar convencional e o alternativo sejam invariavelmente vistos como antagônicos, eles operam dentro de um mesmo espaço econômico, de sorte que há um elevado grau de sobreposição e de intersecção entre ambos. Os Gruppi di Acquisto Solidale (GAS) consistem numa das mais instigantes experiências europeias de AFN. Surgiram ainda nos anos 1990, contabilizando atualmente 998 grupos em todo o território italiano. Nada menos que 61,1% deles estão na parte setentrional, os quais estão ligados a uma rede nacional (Retegas). Os GAS organizam-se espontaneamente, com base numa abordagem crítica ao consumo, buscando sempre aplicar o princípio da equidade, da solidariedade e da sustentabilidade aos produtos adquiridos junto aos produtores locais, com quem estabelecem relações de compromisso e reciprocidade (Brunori, Rossi & Guidi, 2012). A preocupação com a preservação do ambiente natural, com a sobrevivência dos agricultores e a garantia da procedência do que se consome demarca claramente a virada da qualidade anunciada por Goodman (2003) ao propor uma nova agenda para a análise desse tipo de experiências. É oportuno sublinhar como a pesquisa sobre AFN na Itália (Sivini & Corrado, 2013; Sivini, 2008), particularmente no que afeta ao estudo sobre a experiência dos GAS e dos produtores a ela ligados, identificou características que as distinguem do conceito de short food supply chains proposto por Renting, Marsden e Banks (2003). Nesse sentido, não se trata apenas de intercambiar produtos com um conteúdo informativo distinto ao que está presente nos mercados convencionais. A especificidade deriva de uma proximidade não necessariamente relacionada à espacialidade. Os integrantes de um GAS não se reconhecem apenas como consumidores e 774 produtores de artigos locais ou através de uma identidade ligada ao território, em verdade compartilham entre si ideias e interesses que alimentam práticas voltadas a um outro estilo de vida em relação ao padrão dominante. Esse outro estilo não pode ser rigorosamente definido diante da coexistência de múltiplas orientações. Como bem destacaram Cassol e Schneider (2015), todo o sistema GAS está baseado em relações de confiança e reciprocidade entre produtores e consumidores e na capacidade de estabelecer conexões com os mais diversos tipos de redes, incluindo o Projeto Campagna Amica que a seguir analisaremos. Os três elementos que caracterizam a capacidade de agency (Ploeg, 2006) referem- -se à atuação dos atores implicados. Eles são ativos, capazes de interpretar conscientemente o contexto em que se movem, de converter esta interpretação em um projeto de futuro, dentro de um determinado contexto, bem como de implementar o próprio projeto. Trata-se da recomposição das esferas (produção, comércio, consumo, agricultura e elaboração do alimento) que foram separadas desde a implantação do sistema agroalimentar dominante (Roep & Wiskerke, 2006). É deste modo que produtores e consumidores, através de estratégias inovadoras, buscam reconectar e restabelecer os diversos vínculos que produzem o ciclo da comida. A análise da literatura internacional revela a grande diversidade com que se apresentam as AFN nos mais diversos países. As experiências são diversificadas sobretudo porque o maior grau de protagonismo, em sua criação e dinâmica de funcionamento, tanto pode estar a cargo dos próprios produtores agrícolas, dos consumidores, ou mesmo do Estado. No caso brasileiro, como indicam vários estudos (Graziano da Silva; Del Grossi; De França, 2012; Grisa & Schneider, 2014), os chamados mercados institucionais 1 também referidos na literatura como um exemplo de mercados aninhados ou nested markets (Ploeg, 2011) emergiram com força na última década. São exemplos de AFN que surgiram dentro de circunstâncias bastante específicas, fundamentalmente dentro do marco dos objetivos da segurança alimentar e nutricional do Programa Fome Zero. Trazidos à discussão, tais aspectos desnudam um mosaico de fatores, apelos e valores a comunicar que se ocultam sob a superfície do que a literatura internacional refere como AFN. No estudo realizado por Barbera et alii (2014) os autores destacam as nuances de uma agenda de pesquisa de caráter essencialmente interdisciplinar. Não obstante, sublinham também as deficiências das abordagens que, não raras vezes, são bastantes superficiais. A crítica que faz Sivini (2008: 89) ao estudo de Renting, Marsden e Banks (2003) é bastante incisiva no sentido de afirmar que as categorias propostas pelos três autores são úteis apenas no que tange ao conteúdo informativo que diferencia 1. As modalidades mais importantes de mercados institucionais do Brasil são o Programa de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar e o Programa Nacional de Alimentação Escolar. Ambos visam assegurar a compra de produtos de produtores familiares, assentados da reforma agrária e de outros atores e, desse modo, promover inclusão social e construir tecido social onde comumente inexiste. 775 estas cadeias curtas de suprimento em relação às convencionais. Tal enfoque não dá conta, portanto, das motivações, bem como das circunstâncias que lhes fizeram emergir. Nesse sentido, a experiência sobre a qual nos debruçamos o projeto Campagna Amica reflete um itinerário peculiar e circunstâncias bastante específicas que influenciaram o seu surgimento e as mudanças que sofre através do tempo. Antes de entrar propriamente na apresentação e discussão desses aspectos, convém frisar que se trata de uma pesquisa qualitativa realizada durante o ano de 2015, a qual fez uso de diversos instrumentos metodológicos, incluindo a realização de visitas técnicas a propriedades de produtores agrícolas, a pontos de venda na Itália meridional, cinco entrevistas em profundidade com dirigentes sindicais da Coldiretti, coleta e análise de informação digital (internet) e de material impresso de divulgação, além de registro fotográfico e participação em diversos eventos organizados pelo Campagna Amica na Itália, incluindo feiras de agricultores para venda direta. Uma aproximação histórica e contextual sobre a Coldiretti Com seus atuais 1,6 milhão de agricultores inscritos, a Confederação Nacional de Cultivadores Diretos (Coldiretti) é reconhecidamente a maior organização agrária da Itália e da Europa (Coldiretti, 2015). Seu surgimento coincide com a queda do fascismo (1944) e com os estertores da Segunda Guerra Mundial. A exemplo de outras organizações agrárias ocidentais, a criação da Coldiretti se dá em meio a um contexto de disputas e de pressões exercidas, de um lado, pelos partidos de orientação comunista e socialista, de outro por parte de setores da Igreja Católica representados pelo partido político Democracia Cristã. No período pós-segunda Guerra, os camponeses italianos (contadini) representavam a maior e a mais pobre classe social da Itália. Desde o começo, a grande liderança sindical italiana, Paolo Bonomi, estava convencida de que a aproximação com as forças comunistas, em meio à aliança operário-camponesa apregoada pelo marxismo soviético, significaria a ruína total dos pequenos agricultores. Ao mesmo tempo, ao defender a pequena exploração camponesa, a ação de Bonomi era no sentido de desvincular-se do conservadorismo ditado pelos interesses da Confederação Geral da Agricultura (Confagricoltura), entidade representativa das grandes explorações e da agricultura patronal italiana. O aludido líder sindical era também presidente da Federação Nacional de Consórcios Agrários (Federconsorzi), cooperativa de segundo grau fundada em 1892, a qual posteriormente se ocupa de operar a compra coletiva de fertilizantes e de máquinas agrícolas, bem como de outras atribuições, a exemplo da prestação de assistência técnica e crédito aos produtores. 776 Desde o período pós-segunda Guerra 2, e durante as décadas subsequentes, a Coldiretti converte-se em ator de peso na cena política italiana, sobretudo a partir do momento em que lideranças desta organização sindical são eleitas como deputados e senadores junto ao parlamento italiano. A autonomia organizativa que reivindicava a Coldiretti era no sentido de afirmar que os problemas das pequenas explorações não coincidiam com os das grandes empresas, tampouco com os interesses dos assalariados rurais. Demarca, assim, o espaço dos cultivadores diretos, daí a expressão cunhada Coldiretti, uma organização sindical integrada por produtores cuja renda é proveniente do próprio trabalho e de sua família. 2. Nas primeiras eleições de 1948, no surgimento da República Parlamentarista Italiana, foram eleitos 23 deputados (incluindo Bonomi) e três senadores pertencentes aos quadros de Coldiretti. As décadas subsequentes compreendem um período de definição na estratégia e no modelo organizativo da agricultura italiana. Entre 1947 e 1960, como refere Gómez Oliver (1994: 144), Coldiretti leva a cabo um programa agrário baseado na facilitação do acesso de assalariados rurais à terra e criação de novas explorações de caráter familiar, sobretudo no Mezzogiorno italiano, onde a grande exploração sempre foi historicamente dominante. As décadas de 1960 e 1970 são marcadas por um contexto político afetado pela consolidação da então Comunidade Econômica Europeia (CEE), quando a agricultura joga um papel fundamental na reconstrução do velho continente. As mudanças que marcam os novos tempos são guiadas pela adoção de uma política agrária de modernização com uma forte orientação produtivista, voltada ao incremento do rendimento de cultivos e criações no período coincidente com a chamada Revolução Verde. No auge dos anos 1980, o panorama desenhado por Moyano Estrada (1988: 313), ao referir-se ao caso italiano, indica que o resultado do crescente economicismo (aspas no original) e do caráter cada vez mais tecnocrático da política agrária europeia supunha delimitar a
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