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(2) Samantha James - [Sterling 02] Um Noivo Perfeito (Rev[1]. PRT)

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Samantha James Samantha James F FAMILIA AMILIA S STERLING TERLING 2 2 Um Noivo Perfeito Disponibilização e Tradução: Yuna, Gisa, Mare e Rosie Revisão: Maria F. Almeida Revisão Final: Rê August@ Formatação: Gisa P PROJETO ROJETO R REVISORAS EVISORAS T TRADUÇÕES RADUÇÕES Orgulhoso da sua reputação de malandro, Justin Sterling está destindo a ser o primeiro a deitar-se com «a Inalcançável» - a debutante mais apetitosa da temporada - e ganhar a aposta da qual todo o mundo fala. Contudo, nunca espe
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  Samantha JamesSamantha James FF AMILIAAMILIA  SS TERLINGTERLING  22 Um Noivo Perfeito Disponibilização e Tradução: Yuna, Gisa, Mare e RosieRevisão: Maria F. AlmeidaRevisão Final: Rê August@Formatação: GisaPP ROJETOROJETO  RR EVISORASEVISORAS  TT RADUÇÕESRADUÇÕES Orgulhoso da sua reputação de malandro, Justin Sterling está destindo a ser o primeiro a deitar-secom «a Inalcançável» - a debutante mais apetitosa da temporada - e ganhar a aposta da qual todo omundo fala. Contudo, nunca esperou que a feiticeira em questão fosse Arabella Templeton, a que umavez lhe roubou o coração e que ainda o possuía. Agora, o admirável desavergonhado terá que lhe provar aela que as suas intenções são honoraveis… enquanto salvaguarda a sua fama de malndro em Londres. Arabella só se casará por amor... e não precisa que o seu adversário de infância aja como seu autonomeado guardião! Embora o arrogente malandro pareça ser sincero, ela é muito consciente do seuhistorial como libertino e não cairá nas redes do seu considerável encanto e magnifica aparência. Poisseria uma autentica loucura que Arabella ignorasse a voz da razão que lhe sussurra constantemente«tem cuidado!» e, no seu lugar, ouvisse o seu coração traiçoeiro que não pára de insistir no que JustinSterling lhe poderia fazer sentir...  Samantha James Um Noivo Perfeito  Prólogo Sempre soube que era um canalha. Apesar das crianças da família Sterling terem todos omesmo parentesco e terem crescido na mesma casa, eram, sem duvida nenhuma, muitodiferentes.O irmão mais velho, Sebastian, era o responsável: resoluto e formal, estudioso e atento,até mesmo orgulhoso.A sua irmã mais nova, Juliana, era carinhosa, a vitalidade da natureza.Quanto a Justin... Justin era o retrato vivo da sua mãe. Sim, era como a sua mãe, não só fisicamente (eletinha herdado a clareza dos seus olhos, que brilhavam como a mais pura esmeralda; feiçõesrequintas e equilibradas, o belo cabelo escuro), mas... Bem, ele tinha herdado outras coisastambém. Na verdade, ele estava convencido de que tinha herdado tudo.Ainda me lembro daqueles primeiros anos após a fuga da sua mãe com o seu amante.Embora ele soubesse que a sua mãe tinha tido muitos amantes. Evidentemente, esta é umadaquelas coisas que ninguém fala abertamente, mas que se falam em voz tão baixa, emsussurros.E sem ser um sobredotado, Justin era uma criança inteligente capaz de reparar emqualquer palavra sussurrada pelos criados, naqueles olhos que lastimavam como os três jovenstinham sido abandonados pela Marquesa e deixados à mercê de seu pai, um homem que davaa impressão de estar em desacordo com o mundo em torno dele.Afinal, o seu pai não gostava dele. Não gostava de Sebastian. Nem sequer gostava dadoce Juliana, a quem todos adoravam. E sobretudo, não gostava de Justin, o sempreirreverente Justin.Os seus professores referiam-se a ele como uma causa perdida.Carecia de disciplina e consideravam-no prejudicial, distraído e rebelde. Incapaz desobressair nas suas aulas, como o fazia Sebastian.Desde a mais tenra idade, soube que era uma sorte que Sebastian tivesse nascido antesdele. Justin sabia que não teria acarretado com dignidade o título de marquês de Thurston. Dealguma forma, sempre fazia coisas que não devia. Pensava em coisas que não devia, dizia oque era melhor não dizer… especialmente diante do pai. Nunca estava de acordo com ele.Não conseguia ficar quieto durante hora no mesmo sítio. Retorcia-se na sua cadeira.Olhava pela janela e desejava de todo o coração estar em qualquer outro sítio. Justin detestou os estudos desde o primeiro dia em que se juntou ao seu irmão na aula.Um dia decidiu simplesmente que já tinha feito o suficiente. Depois do almoço, saiu da aulasem dizer a ninguém. Devia saber que o seu professor, o senhor Rutherford, diriaimediatamente ao seu pai. Provavelmente, fê-lo porque sabia que o faria.O que nunca imaginou é que o seu pai deixaria as suas funções para o ir procurar. Paraum rapaz de oito anos, era muito divertido ver como toda a gente saia para o procurar.Empoleirado no alto de uma árvore do jardim. Justin via os criados a correr pelos estábulos epelos cantos dos domínios de Thurston Hall. Riu ao ver o pai a passar uma e outra vez junto àárvore. Até que, de repente, o pai parou… e olhou para cima. 2  Samantha James Um Noivo Perfeito Pelo brilhar do seu olhar, ficou claro que o marquês não aprovava o comportamento doseu filho:- Porque é que não estás nas aulas? - Perguntou o marquês.- Porque estou aqui - disse o pequeno, - não vês?- Desce dai imediatamente, meu desgraçado!O pequeno deixou de rir. Apertou os dentes, os olhos verdes brilharam.- Não - disse.As mãos do seu pai fecharam-se ameaçadoramente.- Disse para desceres imediatamente!A ira do pai só aumentou a revolta no jovem. Esticando o seu braço, Justin agarrou-se aum ramo mais alto. Mas, no momento da subida, ouviu um crack aos seus pés. Exultante, baixou os olhos para ver entre as folhas da árvore o seu pai, a olhar para cima. O ramo cedeu. Justin tentou amortecer a queda apoiando com força o pulso na terra. Sentiu como um fogo aatravessá-lo, um raio quente e sibilante, como se uma dezena de facas se cravasse em cadaparte do seu corpo. Por um momento, foi incapaz de se mover. Foi até incapaz de respirar. Ador era tão intensa que pensou que ia perder a consciência.Por fim, rodou e ficou de costas. O seu pai ficou de pé a olhar de cima, profundamentelívido. Enlaçando fortemente os dedos ao redor do braço ileso do filho, puxou-o para olevantar. Visto do lado do pai, o pulso de Justin formava um ângulo estranho. A dor era tãoinsuportável que lhe dava vómitos. No entanto, engoliu corajosamente os vómitos que lhesubiam pela garganta. Apertou os dentes para suportar a dor e olhou para o pai.- Não! - O berro familiar do seu pai ressoou nos seus ouvidos. - Não!- Não o quê? - A tranquilidade do rapaz irritou ainda mais o marquês. - Não olhes para mim dessa maneira!- De que maneira?- Da mesma maneira como ela olhava para mim!Algo estava a crescer dentro da criança, um ressentimento violento, uma perturbação quenão conseguia controlar embora ele tentasse. Nesse momento, Justin odiou o pai. Odiou-o peloférreo controlo que exercia sobre o seu irmão Sebastian. Odiou-o pela forma como ignorava apequena Julianna. Não se importava que o pai o castigasse com a vara. Odiava o pai... comosentia que o pai o odiava a ele.- Quem é ela? - perguntou secamente. – Refere-se à minha mãe?Uma labareda de raiva inundou os olhos do pai:- Cála-te, rapaz! Cála-te! - Ê deu-lhe uma bofetada que assentou com força do rosto dopequeno.A pancada o fez cair de novo ao chão. Desta vez, levantou-se sem ajuda, impelido pelasua própria energia. Olhou para o pai com os olhos verdes e brilhantes:- Não o farei! – gritou. - Ela não gostava de si! Da mesma maneira que eu também nãogosto, pai, nem o Sebastian... nem ninguém. Essa é a verdade! Talvez por isso o deixou.- Como te atreves a falar assim comigo? És um desalmado, é isso que és. Um demónio! –Disse o marquês com impetuosidade.Terriveis pragas saíram da sua boca. Não era a primeira vez que o pai o insultava.Também não seria a ultima. Insultos que... bom, insultos que Justin nunca havia dito aninguém, nem sequer a Sebastian. 3  Samantha James Um Noivo Perfeito Durante todo este tempo, o rapaz manteve-se firme. Não se perturbou, nem se permitiupiscar os olhos, embora cada palavra lhe atravessasse o coração, profundamente na sua alma.Quando finalmente o silencio se fez entre os dois, limitou-se a levantar o rosto.- Devo entender, senhor, que já terminou?O desdém saiu no seu tom de voz, uma frieza que não estava em conformidade com a suaidade, muito menos com a sua experiencia. Com um grunhido, o marquês voltou a elevar opunho.De repente, apareceu Sebastian. Interpôs-se entre os dois e gritou:- Pai, detenha-se! Olhe para o pulso do Justin... parece que tem algo grave!E assim era. Chamaram um médico. Quando chegou, Justin estava deitado na cama. Omédico moveu a cabeça:- Isto está quebrado - anunciou. - Creio que posso colocar o osso no sítio, rapaz, mastenho que ser honesto e dizer-te que vai doer como o diabo. Se precisares de gritar...O marquês esperava atrás do doutor. O olhar de Justin encontrou-se com o do pai. Tinhaum nó na garganta do tamanho de uma maçã, os olhos ardiam... a imagem de seu paidesvaneceu-se por instantes, até poder votar a focá-la.Foi então que viu a cara de satisfação e percebeu que aquele homem esperava que seacobardasse, e gemesse, e gritasse. Pelo que fechou firmemente a boca. A sua mãe não o teriafeito, nem o Sebastian. E ele também não o faria.Sebastian agarrou-o pelo ombro.- Justin – escutou num sussurro, - consegues ouvir-me? Não acontecerá nada se...- Não - recusou o pequeno com veemência ao mesmo tempo que capturava o olhar do seupai. - Não vou chorar. Eu nunca choro!O doutor assentiu e deu um passo em frente. Deslizou o osso com um puxão e devolveu-o ao seu lugar. O corpo magro de Justin sacudiu-se, as costas ergueram-se da cama.Fundiu os longos dedos da sua mão saudável nos lençóis até tudo estar acabado e podercair na cama com o rosto ainda lívido. Mas não chorou. Nem um mínimo som saiu dos seuslábios...O marquês em seco com desgosto. Sem dizer uma palavra, virou-se e saiu do quarto.Malvado.O marquês não deixava de insultar o seu segundo filho. Fazia-o frequentemente, tãofrequentemente como lhe era possível. Insultava-o em voz alta, até lhe gritava. E se nãohouvesse mais ninguém à sua volta, sussurrava-lhe ao ouvido.Nem uma única vez durante a sua infância Justin Sterling recebeu um galanteio dereconhecimento do seu pai, nem um olhar de orgulho. Sabia bem que nem vali a pena tentar,visto o desdém que o marquês lhe professava.O tempo passou. O rapaz de pernas compridas e magras transformou-se num homemalto, robusto e atraente. O seu período em Eton foi marcada de incidentes e cartas ao marquês.A desaprovação do seu multiplicou-se paralelamente com a atitude desafiante de Justin.Sim, a sua mãe tinha trazido a ruína ao apelido familiar, e ele propusera-se a cobrir-se deamargura. As suas façanhas eram atrozes, o seu comportamento espantoso. Tudo o quedesagradava ao seu pai, era para ele razão de satisfação. Por revolta. Bebia, jogava, frequentavaos bordéis. E se o pai soubesse… ainda melhor.No verão que cumpriu dezessete anos, chegou a casa um pouco antes do amanhecer de 4
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