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Avaliação eletrocardiográfica e da atividade barorreflexa em graduandos do curso de Educação Física do IF Sudeste de Minas - Câmpus Barbacena.

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Avaliação eletrocardiográfica e da atividade barorreflexa em graduandos do curso de Educação Física do IF Sudeste de Minas - Câmpus Barbacena. Renato Augusto da Silva 1, Rodolfo Inácio Meninghin da Silva
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Avaliação eletrocardiográfica e da atividade barorreflexa em graduandos do curso de Educação Física do IF Sudeste de Minas - Câmpus Barbacena. Renato Augusto da Silva 1, Rodolfo Inácio Meninghin da Silva 2, Denis Derly Damasceno Discente do 3º período do curso de Licenciatura em Educação Física; 2. Discente do 5º período do curso de Licenciatura em Educação Física 3; Docente da Disciplina de Fisiologia do Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais Câmpus Barbacena Introdução A permanente influência exercida pelo sistema neurovegetativo sobre o funcionamento dos diversos órgãos e sistemas que compõem o organismo humano é essencial para a preservação das condições do equilíbrio fisiológico interno, permitindo que o mesmo exerça, adequadamente, sua interação com o meio ambiente circundante. A capacidade de variar a freqüência cardíaca (FC) representa importante papel fisiológico na vida diária. As variações dos intervalos RR estão na dependência de moduladores biológicos, como o sistema nervoso autônomo. Essas variações constituem a variabilidade da freqüência cardíaca (VFC). Tendo em vista a importância do Sistema Neurovegetativo na gênese, prognóstico e tratamento de diversas síndromes cardíacas, além de sua notada importância no acompanhamento clínico do atleta, torna-se cada vez mais necessário que profissionais da área de saúde, em especial aqueles que trabalham com práticas desportivas, conheça o Sistema Neurovegetativo e as formas de avaliá-lo. Palavras chave: Atividade Física; Variabilidade da Frequência cardíaca; Tônus autonômico. Categoria/Área: BIC Ciências Biológicas e Ciências da Saúde. 2. Objetivo Avaliar o padrão eletrocardiográfico em alunos do curso de Licenciatura em Educação Física na tentativa de correlacionar o aprendizado e a prática da profissão com mudanças do traçado eletrocardiográfico e da atividade barorreflexa. 3. Material e métodos O presente projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos CEP/IF SUDESTE MG, parecer n 5/212. Inicialmente foi realizada avaliação antropométrica (peso, estatura e cálculo do IMC) de todos os voluntários que consentiram em participar da pesquisa, sendo a eles solicitada a assinatura do termo de Consentimento, livre e esclarecido. Após esta avaliação e repouso de 1 minutos, os voluntários foram submetidos a avaliação eletrocardiográfica para posterior cálculo da atividade autonômica. A modulação autonômica do sistema cardiovascular foi obtida por meio da técnica de análise espectral da VFC. Foram utilizados os intervalos R-R obtidos por meio do registro eletrocardiográfico, sendo analisados os intervalos RR do registro de 1 minuto. Os intervalos foram decompostos nas bandas de baixa (Low Frequency - LF) e alta (High Frequency - HF) frequências pelo método autorregressivo, utilizando-se o software Kubios HRV (Finlândia), seguindo as recomendações do Task Force de Análise Espectral (1996). Para obter-se a máxima ASR realiza-se um registro eletrocardiográfico durante 5 ciclos respiratórios, variando o volume pulmonar desde a capacidade pulmonar total (inspiração máxima) até o volume residual (expiração máxima) (CASTRO et al., 26). Para a realização da análise estatística foi utilizado o software GraphPad Prisma (Versão 4). Durante a análise, para a comparação das médias entre os grupos foi utilizado o Teste t de Student pareado e não pareado, considerando valores significativos para p Resultados e discussão Participaram do estudo 28 voluntários saudáveis (14 mulheres e 14 homens), do 1 e 5 períodos do Curso de Licenciatura em Educação Física. As características antropométricas dos voluntários e voluntárias, são expressas em média e em desvio-padrão, foram, respectivamente: peso corporal = 73,7 ± 2.3 kg Vs 61,8 ± 3.8; altura = 176 ± 1,8 Vs 161,2 ± 1,4 cm; e IMC = 23,7 ±,6 Vs 23,7 ± 1,3 kg/m 2, respectivamente. No presente estudo foi avaliado a VFC no domínio do tempo, sendo os dados apresentados na tabela 1. Como podemos observar o intervalo RR foi mais prolongado entre os alunos matriculados no 1 período. A bradicardia foi significativa mesmo quando comparada aos alunos do 5 período. Tabela 1. Valores da Variabilidade da Freqüência Cardíaca. 1 período 5 período Homens Mulheres Homens Mulheres Intervalo RR (ms) 19 ± ± ± ± FC média (BPM) 6.53 ± ± ± ± 3.47 RMSSD ± ± ± ± NN ± ± ± ± pnn5 (%) 43.7 ± ± ± ± BPM = batimentos por minuto; FC = freqüência cardíaca; ms = milissegundo; RMSSD = raiz quadrada da média da soma dos quadrados das diferenças entre intervalos RR adjacentes; NN5 = intervalos RR adjacentes com diferença maior do que 5 ms em todo o registro; pnn5 = porcentagem de NN5. Teste t de Student não pareado, n = 14 por grupo. comparação entre os alunos do 1 período; = comparação por sexo entre os períodos. Quando agrupamos os dados por sexo, independente do período estudado observamos: intervalo RR prolongado no sexo masculino ± ms Vs ± ms (p ,1), consequentemente, foi observada bradicardia neste grupo: 67.5 ± 3.18 BPM (batimentos por minuto) Vs ± 2.96 BPM (p ,1) e variações no NN ± 3.16 Vs ± 3.3 (p ,5). Segundo os padrões da Task Force (1996) o componente no domínio do tempo NN5, por considerar diferenças entre os intervalos R-R adjacentes, quantifica variações rápidas da FC e, consequentemente, reflete predominância do tônus vagal. A) LF (nu.) B) HF (nu.) C) LF/HF Figura 1. Comparação das Variáveis da VFC no domínio da freqüência. Teste t pareado considerado valores significativos para p .5 e p ,1. O componente de baixa frequência (LF Fig. 1A) que denota a predominância da atividade simpática apresentou de forma significativa valores menores nas mulheres, independente do período estudado. No entanto, o componente de alta frequência (HF Fig. 2B) que corresponde à modulação respiratória, sendo indicador da atuação do nervo vago sobre o coração, apresentou-se significativamente elevado nas mulheres do 5 período, o que acarretou alteração do balanço simpatovagal (relação LF/HF Fig. 2C). Quando agrupamos os dados por sexo, independente do período estudado observamos: aumento do componente LF no sexo masculino ± 4.13 Vs ± (p ,1) e diminuição do componente HF ± Vs ± (p ,5), bem como a relação simpatovagal (LF/HF) que foi de 1.29 ±.176 Vs.615 ±.96 (p ,5). A) B) M - ASR - E/I C) - FC (BPM) 1 ASR - E/I No presente estudo foi avaliada também a atividade baroreflexa por meio da avaliação da Arritmia Sinusal Respiratória (ASR). Para a realização da M-ASR foi utilizado metodologia proposta por Hayano et al (1996). Os voluntários foram orientados a realizar uma série de inspirações e expirações profundas e lentas, variando o volume pulmonar desde a capacidade pulmonar total (inspiração máxima) até o volume residual (expiração máxima), de tal forma que cada ciclo respiratório fosse executado em 1 segundos, sendo 5 segundos de inspiração e 5 segundos de expiração, totalizando Figura 3. Arritmia sinusal respiratória comparada entre de cinco a seis ciclos respiratórios alunos do 1 e 5 período de Licenciatura em Educação Física. A) 1 ASR avaliada pela relação E/I por minuto, em que se espera obter intraciclo, B) Máxima arritmias sinusal e C) Variação da a máxima ASR. FC durante a ASR. A figura 3 representa os resultados da 1 ASR (Fig. 3A), da M-ASR (Fig. 3B) e a variação da FC em resposta a M-ASR (Fig. 3C). Observamos elevação significativa deste parâmetro nas alunas matriculadas no 5 período. No entanto a variação da FC ocorreu nas mulheres de ambas as turmas. 5. Conclusão Evidenciou no presente estudo diminuição da atividade simpática no sexo feminino e predominância da atividade parassimpática somente na alunas matriculadas no 5 período. Este achado é corroborado pelos resultados da M-ASR cuja resposta foi mais acentuada no sexo feminino. 6. Referências bibliográficas CASTRO, C.L.B.; NÓBREGA, A.C.L.; ARAÚJO, C.G.S. Testes Autonômicos Cardiovasculares. Uma Revisão Crítica. Parte I. Arquivo Brasileiro de Cardiologia. v. 59, n.1, p , HAYANO, J. Et al. Respiratory sinus arrhythmia. A phenomenon improving pulmonary gas exchange and circulatory efficiency. Circulation. V. 94, n.4, p , KAWAGUCHI, L.Y.A. et al. Caracterização da variabilidade de freqüência cardíaca e sensibilidade do barorreflexo em indivíduos sedentários e atletas do sexo masculino. Revista Brasileira de Medicina do Esporte. v. 13, n. 4, p , 27. Task Force. Heart rate variability: standards of measurement, physiological interpretation and clinical use. Task Force of the European Society of Cardiology and the North American Society of Pacing and Electrophysiology. Circulation. v. 93, n. 5, p , Apoio financeiro: IF Sudeste MG Campus Barbacena.
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