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A natureza do furo de reportagem: da perspectiva histórica para uma construção teórica

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A natureza do furo de reportagem: da perspectiva histórica para uma construção teórica The nature of the scoop: from the historical perspective to a theoretical construction La naturaleza de la noticia: la perspectiva histórica de una construcción teórica Hebe Maria Gonçalves de Oliveira 1 Resumo Este artigo se propõe apresentar uma recuperação histórica do furo de reportagem , delimitando-o a partir da origem dos termos notícia e reportagem e destacando o seu papel na disputa concorrencial entre as empresas jornalísticas. Parte-se do pressuposto que o furo de reportagem surge da própria noção de reportagem na invenção do chamado jornalismo moderno, no decorrer do século XIX. Infere-se ainda que a ideia original de furo de reportagem permanece vital nas redações atuais, embora possa-se apregoar a sua extinção na era da internet. Nesse sentido, apresenta-se um conceito de furo de reportagem a partir de características atuais do jornalismo contemporâneo. Isto é, de lugar comum , passa-se então a compreender o furo de reportagem como categoria do jornalismo. A reflexão resulta da pesquisa de doutorado que identifica as lógicas de distribuição das agências de notícia nacionais Estado, Folhapress e O Globo, que integram os principais conglomerados de mídia brasileira. Palavras-chave: Furo. Jornalismo. Notícia Exclusiva. Abstract This article intends to present a historical recovery scoop , delimiting it from the origin of the terms news and news report and highlighting its role in the competitive race between news organizations. The assumption is that the scoop comes from the notion of news report during the invention of modern journalism, throughout the nineteenth century. It is inferred that even the original idea scoop remains vital in today s newsrooms, although it has been proclaimed their extinction in the internet age. In this sense, we present a concept of scoop from current characteristics of contemporary journalism. It means that, from de common place then goes on to understand the scoop as a category of journalism. The reflection results from doctoral research that identifies the logical distribution of national news agencies - Estado, O Globo and Folhapress - those integrate the major Brazilian media conglomerates. Keywords: Scoop. Journalism. Exclusive News. 1 Doutora em Ciências da Comunicação pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos). Mestrado em Comunicação pela Universidade Metodista de São Paulo (Umesp).Graduação em Comunicação Social/Jornalismo, pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).Professora na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Foi coordenadora do Curso de Especialização Mídia, Política e Atores Sociais (2011/2012) e atualmente é coordenadora do Curso de Jornalismo (graduação) e integra o Programa de Mestrado em Jornalismo na mesma Instituição 5 Resumen Este artículo propone presentar un repaso por la historia de la Exclusiva del reportaje , delimitándolo a partir de los términos noticia y reportaje y destacando su papel en la disputa concurrencial de las empresas periodísticas. Esto parte de la premisa que el punto del reportaje surge de la propia noción del noticia en la invención del llamado periodismo moderno, en el transcurrir del siglo XIX. Todavía se deduce que la idea original de la Exclusiva del reportaje surge a partir de características actuales del periodismo contemporáneo. Esto es, de un lugar común se pasa a comprender como Exclusiva del reportaje como categoría del periodismo. La reflexión resulta de la investigación del doctorado que identifica las lógicas de distribución de las agencias de noticias nacionales - Estado, Folhapress y O Globo-, que integran los principales conglomerados de los medios brasileños. Palabras clave: Exclusiva del reportaje. Periodismo. Noticias exclusivas. INTRODUÇÃO 1 NOTÍCIA, REPORTAGEM E INVESTIGAÇÃO JORNALÍSTICA A palavra furo , ou scoop em inglês, designa a notícia dada em primeira mão, com exclusividade, por um jornal ou revista (impresso, rádio, televisão ou online); um jargão jornalístico criado no interior das redações para designar a notícia exclusiva , ou a grande notícia . Conforme define Colombo (1988, p. 167): O scoop é a revelação exclusiva de um facto que todos os outros (jornalistas e público) ignoram ainda. Ou então é uma ocasião preparada por outros para usar o jornalista em seu benefício ou prejuízo de outros. Mas todos os directores esperam do repórter o scoop. E todos os repórteres o ambicionam como produção ou como status. O termo scoop nos remete, portanto, ao período da invenção do repórter como profissão e da reportagem como gênero/modalidade jornalística na segunda metade do XIX. Em sua origem, a noção de reportagem está ligada à busca/descoberta de fatos novos, à investigação dos fatos. Esta demarcação conceitual e histórica nos remete à noção de jornalismo/empresa emergente nos Estados Unidos e países da Europa, no contexto de uma sociedade capitalista industrial em crescente desenvolvimento. A notícia, afirma-se, é mais velha que o jornalismo, pois contém em sua natureza o relato de fatos a aqueles que ainda não os conhecem. Neste sentido, a notícia é própria da comunicação humana. Mitchell Stephens (1993) atribui à necessidade da notícia um sentido social e um grande interesse pelo desconhecido. Tobias Peucer, em sua célebre tese de 1690, Os relatos jornalísticos, atribui à notícia uma curiosidade humana de saber o que há de novo. Peucer (2004) ressalta a ausência de escritos da antiguidade que registrassem a origem da notícia. O autor concebe a origem 6 da notícia como uma nova modalidade que, na época, se contrapunha ao rigor da história então emergente no século XVI, e feita por alguns não mais instruídos que, querendo imitar os historiadores, recompilaram uns relatos grotescos sobre fatos acontecidos recentemente aqui e acolá, obras precipitadas extraídas dos escritos dos palácios, dos mercadores, ou de boato público de sorte que favoreceriam a curiosidade do povo, geralmente inclinada, ao conhecimento de coisas novas. (PEUCER, 2004, p. 17). Os relatos, então presentes no formato das cartas comercias ou particulares,ganharam os impressos com o surgimento dos jornais. Assim escreve Peucer (2004, p. 18): as causas da aparição dos periódicos impressos com tempestiva freqüência hoje em dia, são em parte a curiosidade humana e em parte a busca de lucro, tanto da parte dos que confeccionam os periódicos, como da parte daqueles que o comerciam, vendem. O registro de Peucer sobre a notícia (novellae) ocorre já na era dos jornais. O autor a concebe como relatos periodísticos (Relation es novellaes) que contêm a notificação de coisas diversas acontecidas recentemente em qualquer lugar que seja. A noção de notícia como relato dos fatos atuais nos parece satisfatória até o período do novo jornalismo ou o jornalismo informativo , em sua fase áurea nos Estados Unidos e Europa nas duas últimas décadas do século XIX às primeiras do século XX. Esta concepção é constatada nos ensaios de Walter Lippmann e Robert E. Park, dois pioneiros das pesquisas em jornalismo no início do século XX. Para Lippmann, em seu artigo de 1919, A natureza da notícia, a notícia é o relato das coisas que são interessantes. Já para Park, em ensaio publicado em 1940, a notícia trata de eventos únicos. Na sua forma mais elementar o relato da notícia é um simples flash , anunciando que um evento aconteceu. (PARK, 2008, p. 59). A noção de notícia como o simples relato de um fato pode não atender ao jornalismo contemporâneo, conforme a teoria de Adelmo Genro Filho (1987), que compreende a notícia como uma modalidade mais ampla do jornalismo, considerando a complexidade da atividade jornalística e da realidade em que a mesma está inserida. Mas a concepção de notícia como relato nos faz pensar sobre às transformações enfrentadas pelo jornalismo em sua trajetória histórica. Michael Schudson (1999, p. 14) defende a notícia como uma forma de cultura, que incorpora o que é importante, o que faz sentido, o tempo e o lugar em que vivemos, quais considerações devemos levar a sério. [tradução livre]. A notícia foi inventada pela penny press nos anos 1830, assim como a reportagem foi uma invenção do jornalismo no século XIX. Segundo Schudson (1999, p. 38), a notícia, em sua forma contemporânea, é mais uma categoria historicamente situada que uma universal e eterna característica da sociedade humana.[tradução nossa]. Ao descrever as formas 7 como a notícia se apresentada nos jornais em diferentes épocas, o autor argumenta que ela é uma convenção de nossos dias, mas que parece ser eterna. Como exemplo, o autor resgata as mudanças na cobertura dos pronunciamentos anuais do Presidente dos Estados Unidos ao Congresso nos últimos dois séculos. Schudson (1999) recupera que a Constituição dos Estados Unidos determina que todo presidente deve fazer um pronunciamento anual ao Congresso no início de cada estação de inverno. O autor observa que, da implantação da medida inaugurada pelo 1º presidente dos Estados Unidos ( ), George Washington, às primeiras décadas de 1800, o pronunciamento do presidente era publicado na íntegra, sem ao menos um comentário sobre o conteúdo do discurso pelos jornais em suas colunas editorias. Além disso, os jornalistas não tinham acesso às sessões do Parlamento. Já na metade do século XIX, principalmente depois da Guerra Civil Americana ( ), a imprensa passou a apresentar as discussões no Congresso sobre o pronunciamento do presidente e as notícias iniciadas com uma ampla descrição sobre o ambiente no Congresso característica que indicava a presença do repórter como espectador , conforme ilustra a notícia publicada pelo New York Times em 1852: Está um brilhante e lindo dia e as galerias da Casa estão cheias de damas e cavalheiros, tudo é alegria.... [tradução nossa]. (SCHUDSON, 1999, p. 57 ). Já em 1870, as atenções dos repórteres se voltavam para as reações dos notáveis congressistas em relação ao pronunciamento do presidente. Décadas antes, o trabalho dos repórteres era apenas noticiar o que o presidente havia dito. No final dos anos 1870 e na década de 1880, os jornalistas passaram a entrevistar os congressistas. Mas, conforme descreve Schudson (1999, p. 58), raramente os congressistas tinham as entrevistas como uma oportunidade de publicidade. Ao contrário, se mostravam irritados com os questionamentos dos repórteres. No final dos século XIX, as notícias eram ainda as curiosidades durante a abertura do Congresso, como se fosse algo novo. Depois dos anos 1900, o pronunciamento do presidente passou a ser o assunto do lead (técnica então adotada como primeiro parágrafo da notícia) e o presidente mostrado como um ator, tomando todas as atenções da imprensa antes mesmo de seu pronunciamento no Congresso. A partir de 1930, o presidente passou a falar não somente para o Congresso, mas para toda a nação e para o mundo o que era prontamente noticiado pela imprensa, que então já contava com a atuação do rádio. Conforme escreve Schudson (1999, p. 62), a cobertura do evento pelo rádio também era noticiada pelos jornais. As histórias apresentadas pelo autor apontam mudanças tanto na realidade política quanto realidade jornalística. O jornalista, não meramente o transmissor de documentos e mensagens, tornou-se o intérprete da notícia. Esta nova regra permite o repórter escrever sobre o 8 que ele escuta e vê e o que não é ouvido, visto, ou está intencionalmente omitido.[tradução nossa]. (SCHUDSON, 1999, p. 62). O autor defende que as mudanças no jornalismo ocorreram não somente pelas transformações da forma da política, mas que vários fatores fizeram da atividade jornalística uma especialidade que despertava ambição. Primeiro, os repórteres como um grupo se tornaram mais autoconscientes e autônomos. No final do século XIX, foram formados os clubes de jornalistas, os repórteres passaram a adquirir prestígios e bons salários, formando uma elite de jornalistas relativamente independentes em seus trabalhos. Ao mesmo tempo, os jornais se tornaram grandes negócios, com interesses mais no lucro que na política. No interior da imprensa como negócio estava a concorrência entre os grandes jornais e a principal disputa das empresas era por atrair o maior número de comerciais. Os grandes clientes eram as indústrias farmacêuticas e de cosméticos e as emergentes lojas de departamentos, que sustentaram as grandes tiragens de jornais e as edições dominicais destinadas às mulheres, grande público para o qual se destinavam os anúncios nas páginas dos jornais. O total da renda dos anúncios estava crescendo rapidamente. Em 1880 chegava a 39 milhões de dólares os anúncios em jornais e periódicos: o recenseamento do mesmo ano demonstrou que os anúncios só nos jornais diários eram avaliados em 21 milhões de dólares. (...) Em 1890 a renda publicitária de todos os jornais e revistas totalizavam 71 milhões de dólares; em 1900, 95 milhões, e em 1910, 200 milhões. (EMERY, 1965, p. 430). Em 1896, a circulação diária do Journal, naquela data há um ano sob a direção de William Randolph Hearst, era de exemplares, e o World, de Joseph Pulitzer, chegava a exemplares. No ano seguinte, a tiragem do World saltou para exemplares. (EMERY, 1965, p. 459). Para se garantirem entre a concorrência, os jornais passaram a contratar os melhores repórteres e custear um grande número de correspondentes de guerra. O aparecimento do telefone nos escritórios dos jornais significava que os repórteres podiam colher notícias locais. Antes do fim do século o repórter (leg-man) que saía em busca de notícias e o redator no escritório (rewrite man) começaram a aparecer como personalidades distintas na equipe editorial, embora homens de atribuições especiais continuassem a escrever suas próprias reportagens (EMERY, 1965, p. 419). A disputa entre os jornais alimentava também a rapidez na coleta das notícias, que se tornava mais facilitada com o suporte tecnológico telégrafo a cabo interligando as cidades e os 9 continentes, o fornecimento de notícias pelas agências de notícias, a invenção do telefone, os sistemas de impressão mais velozes. A pressão por uma cobertura mais rápida e mais ampla dos acontecimentos, que derivava quer da crescente competição entre os diários, quer das exigências do novo ambiente social, produziu progressos na cooperação de coleta de notícias. As redes de comunicação acompanhavam o ritmo das necessidades de uma América que estava sentido a interdependência criada pela sua revolução industrial e que estava imbuída do espírito de pressa no resolver seus novos problemas (EMERY, 1965, p. 423). Conforme Schudson (1978, p. 137), a imprensa também foi responsável pelo crescimento da publicidade e da propaganda. Nos primeiros anos do século XX, os Estados Unidos presenciaram o surgimento de uma nova área,as relações públicas, que tiveram grande influência sobre o jornalismo. O que era a base primária para a competição entre os jornalistas o exclusivo, os bastidores das estórias, a dica, o furo foi arrebatado pelos press releases e as conferências de imprensa. [tradução nossa]. (SCHUDSON, 1978, p. 137). O crescimento da propaganda ocorreu principalmente no período de guerra. Muitos jornalistas passaram a trabalhar diretamente na produção de mensagens da Primeira Guerra. Segundo o autor, entre os notáveis estava Walter Lippmann, que serviu como capitão da inteligência militar e dirigiu o editorial da propaganda americana em Paris. Em 1917, o presidente Wilson criou o Committee on Public Information, que contratou muitos jornalistas, escritores favoráveis à força americana. Propaganda e relações públicas minaram a velha confiança nos fatos. [tradução nossa]. (SCHUDSON, 1978, p. 144). Após o período das duas Grandes Guerras do século XX, uma referência do jornalismo emerge no mundo na cobertura do caso Watergate, com a atuação dos jornalistas do Washington Post, Bob Woodward e Carl Bernstein o chamado jornalismo investigativo. O Watergate soou como uma retomada do fôlego do jornalismo, que desde o período áureo da grande imprensa dava sinais de ter perdido o seu espírito o de trazer a verdade à tona. Por outro lado, Schudson (1999, p. 142) defende a tese do mito do jornalismo do Watergate dois jornalistas contra um presidente. Isto é, a imprensa, no caso o Washington Post, como única reveladora do escândalo que culminou na renúncia do presidente Richard Nixon (Republicano). A tese de Schudson é que o mito do Wategate serviu não só para o triunfo do jornalismo americano, como também para o sistema de uma imprensa livre. Por outro lado, o autor não deixa de apontar também que, nas décadas seguintes ao Watergate, a imprensa presenciou um jornalismo de celebridade , referindo-se aos 10 jornalistas que fazem de tudo para estar em evidência, e um crescente interesse pela vida privada de figuras políticas. 2 A NATUREZA DO FURO DE REPORTAGEM O furo de reportagem nasce com a própria reportagem. A afirmativa nos parece satisfatória ao partirmos da concepção do jornalismo na forma que o compreendemos hoje como uma invenção do século XIX, isto é, o surgimento do jornal empresa e da profissão repórter. A noção de furo de reportagem como categoria do jornalismo apresentada nesta pesquisa requer devido esclarecimento. Compreendemos categorias , na perspectiva de Pierre Bourdieu (2005), como percepções, princípios, visões e divisões do mundo social que nos cerca. Segundo, Bourdieu, Aristóteles denominava as categorias de atos de classificação, isto é, baseados em um princípio de classificação a partir do que já está implícito, a fim de tornar consistente em si mesmo. A função das categorias, para Bourdieu (2005, p. 38), é fazer métodos explícitos, tornálos em categorias explícitas no discurso. [tradução nossa] Dizer que o furo nasce com a reportagem pode responder a uma questão histórica, mas não conceitual. Se temos a noção de furo como uma categoria do jornalismo, ele é inerente ao conceito de notícia ou de reportagem, ou aos dois? O que é notícia e o que é reportagem? Qual a distinção entre notícia e reportagem para a noção de furo ? A bibliografia sobre a história do jornalismo atribui o surgimento da reportagem ao período áureo da concorrência no jornalismo impresso.neste sentido, compreendemos que é no interior da disputa concorrencial entre os jornais pela notícia que se localiza o furo . Sobre o nascimento da reportagem, Nilson Lage (2006, p. 15) também expõe as transformações no jornalismo a partir das disputas acirradas entre os emergentes jornais/empresas: Descobriu-se a importância dos títulos, que são como anúncios do texto, e dos furos, ou notícias em primeira mão: o jornal que publicasse primeiro o relato de um fato de interesse público seria lido em lugar dos concorrentes e ganharia pontos na preferência dos leitores em geral para as próximas edições. A concorrência entre os jornais permitiu ao jornalismo passar a história a limpo. Já não se podia, como antes, tratar os protestos populares como casos de polícia, desviar fundos públicos ou massacrar povos coloniais, mantendo tudo em segredo. A história oficial era desmentida antes mesmo de ser escrita. Poucos documentos relatam, por exemplo, liquidação sistemática das cultura inca, asteca e maia, na América espanhola, nos séculos XVI, XVII e XVIII. O século XIX, pelo contrário, 11 foi um século de revelações. (...) Em meio à propaganda de sempre, surgiram por via da reportagem, os fatos reais (LAGE, 2006, p. 16). No jornalismo contemporâneo, notícia e reportagem se apresentam como gêneros jornalísticos. Entre as diversas tentativas de conceituações sobre as duas formas, a mais frequente se refere à diferença na extensão (tamanho): a reportagem é uma notícia grande , uma notícia em profundidade , ou uma notícia ampliada . Toda reportagem é uma notícia, mas nem toda notícia é reportagem, escreve Juarez Bahia (1990, p. 49). O que se poderia dizer que toda reportage
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